terça-feira, 25 de dezembro de 2018
A promessa
domingo, 23 de setembro de 2012
O circo está de volta
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23.9.12
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Singapura
Terras do sultão que nos tramou
De Singapura para a Malásia é um pulinho, à distância de um cacilheiro ou de uma travessia de uma ponte (há duas disponíveis). Deve-se evitar a fronteira no sentido Malásia - Singapura todas as manhãs quando uma horda de trabalhadores nas suas zundapps V50 (as motos serão de todas as marcas e maioritariamente japonesas, só uso o termo zundapp como analogia para o leitor português...) inunda a cidade-estado vinda de Johor Bahru, a cidade siamesa de Singapura do outro lado da fronteira. Vão trabalhar nos estaleiros, na construção civil e em todas as outras frentes de labuta onde nenhum singapurense está disponível para batalhar e para as quais se necessita qualificação para lá da que se encontra na força de trabalho chinesa, indiana, nepalesa ou bangladeshi que se importou e mantém armazenada nos dormitórios das imediações dos estaleiros. As motos parecem um tsunami e espalham-se pelas impecáveis autoestradas de Singapura como uma instantânea enxurrada. O incauto turista ou viajante de negócios também deve evitar a mesma fronteira no sentido oposto ao final do dia, onde a maré de força laboral se esvazia em sentido oposto. Os picos das marés dão-se às segundas-feiras de manhã para entrar em Singapura e nas sextas-feiras à noite para sair, pois há quem fique na cidade-rica durante a semana.
Para além da maré laboral montada em motos, temos outras horas de ponta a evitar. Para quem entra na Malásia de carro, como eu na semana que acabou , exige-se evitar as sextas feiras não só pelas motos mas também, e principalmente, pelos carros. Refiro-me aos série 7 (uma espécie de carro do povo em Singapura), Ferraris, Maseratis, Mercedes ou qualquer outro de pinta luxuosa que atravessam a fronteira direitos a destinos de fim de semana, sejam eles praia, campo ou cidade. Muitos deles vão pelo gozo de acelerar as máquinas para lá dos 250 Km/h na autoestrada de 400 km que une Johor a Kuala Lumpur. Por vezes unem-se em matilhas monomarca e não se preocupam se tiverem que untar as mãos a um polícia malaio. O que é isso comparado com o que lhes aconteceria em Singapura! Cordeirinhos em Singapura, transformam-se em lobos assim que cruzam a "causeway"... Claro que nos Domingos à noite as matilhas de alta cilindrada regressam e a fronteira volta a ser uma passagem a evitar.
Johor Bahru, a grande cidade do estado de Johor, não terá melhorado em estado de espírito desde há quatrocentos anos atrás. Sim, Johor foi o sultanato que nos tramou quando se aliou com os holandeses para nos correrem de Malaca e a sua maior cidade é hoje uma "sin city" muçulmana, coisa bárbara de se ver. Corrompida pela riqueza de Singapura ao mesmo tempo que tenta mostrar uma imagem moderna perante o brilho da cidade siamesa (mas tudo menos idêntica...). Aos arranha céus que também ostenta e às vias rápidas labirínticas soma agora a Zon, uma espécie de Docas duty-free com hotéis aceitáveis num "water-front" com restaurantes, bares manhosos e jovens malaias de mini-saia. No entanto tudo tem uma patine desgastada, pouco sofisticada e conservadora que a faz parecer uma caricatura má de Singapura. O meu hotel em Johor Bahru talvez tenha sido de cinco estrelas há muitos anos, com quartos enormes e todo o equipamento e funcionalidades... dos anos oitenta, depois de se avariarem ao longo dos anos e estarem sebentas pelo uso.
Ficam as fotos, não da cidade corrompida (Johor Bahru é a cidade com os mais elevados índices de crime na Malásia) mas sim das suas margens com vista para Singapura, onde o verdadeiro espírito original do local ainda se pode ver nas redes dos pescadores, aparentemente desapercebidos do cimento decadente que cresceu ali ao lado.
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23.9.12
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Malásia,
Singapura
sábado, 15 de setembro de 2012
No topo da Lyon City
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15.9.12
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Singapura
Com o fogo não se brinca
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15.9.12
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Singapura
domingo, 25 de setembro de 2011
Partida!
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25.9.11
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Singapura
Asteróide entra em órbita...
E não foi o Vettel nem o Hamilton, tão pouco o Schumaker que me fez gravitar durante o Grande Prémio de Singapura de hoje. Calhou-me um camarote ao fundo da recta da meta e ter os Deuses comigo. Quando vi a Miss Ucrania sentar-se ao meu lado achei engraçado. Quando ela se chegou para lá e fiquei ao lado da Miss Irlanda junto com a Miss Japão comecei a perceber que era mesmo a sério. Mais dois minutos e senta-se a Miss Universo, Leila Lopes! Não resisti a pedir a foto que vêem, em bom português que a Leila como angolana bem entende. Mais um bocado (e nessa altura já não fazia ideia nenhuma do que se passava na pista, tal era o bigode que o Vettel estava a dar aos outros...) e aprendi que a Miss Japão fala português! Foi na nossa língua e com pouco sotaque que me explicou que viveu um ano em Portugal, a estudar na universidade de Aveiro. Para que saibam. Agora vou dormir....
PS: quem ganhou?
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25.9.11
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Singapura
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Crime e castigo na Lyon City: take enésimo
Um dos meus passatempos favoritos em Singapura é ler os jornais. Tanto nos tablóides como no respeitável Straits Times, encontro sempre uma profusão de notícias trágico-cómicas para partilhar. Já por aqui leram umas tantas, sobre aldrabões épicos, velhinhas a pintar os próprios caixões, chihuahuas clandestinos, gravideses indesejadas, sexo na rua, porrada no rugby, etc. Tudo isto e muito mais em Singapura.
Trago-vos agora as últimas. Comecem por olhar para as fronhas dos dois morecões que aparecem nas fotos. Deu-me logo para começar a rir... Mas nem tudo é cómico. Vejamos caso a caso:
Take 1: O engenheiro de óculos parou o carro de repente e sem sinalizar para deixar sair a filha e não gostou da buzinadela emitida pelo dentista que conduzia o carro que o seguia. Sai o engenheiro do veículo e pespega um murro no parabrisas do dentista, rachando-o de lado a lado. O vidro, claro. Resultado: o engenheiro foi condenado a uma multa de 4000 singdólares (cerca de 2500 EUR). Cheio de sorte, porque poderia ter sido condenado até dois anos de prisão...
Take 2: O motorista de autocarro com cara de chorão parou numa passadeira para deixar passar a senhora Ang, de 97 anos (noventa e sete...). De louvar. No entanto a senhora deve ter sido um pouco lenta, e o nosso motorista chorão assumiu que bastava de baldas a nonagenárias e arrancou quando lhe deu a pressa. A senhora Ang foi passada a ferro pelo autocarro. Para além dos 97 anos ainda sobreviveu mais seis horas, até falecer no hospital mais tarde. O motorista chorão foi condenado a pagar 9000 singdólares de multa, foi despedido e inibido de conduzir durante três anos e meio. Trabalha agora como ajudante de cozinha num restaurante manhoso e sofre de insónias. Falta-lhe lavar 345,367 pratos até conseguir pagar a multa.
Take 3: as empregadas de limpeza de hoteis por aqui não devem ganhar mal. Uma delas tinha o suficiente para subornar o chefe com 1000 singdólares, para o levar a despedir uma colega de quem não gostava. O chefe denunciou a situação. A nossa criadinha chinesa foi condenada a 2500 singdólares de multa, mas como não pagou foi de cana. A pena para crimes de corrupção em Singapura vai até 100,000 dólares de multa e cinco anos de prisão.
Moral da história: se passarem por aqui cheios de pressa e tiverem dinheiro suficiente no bolso não se deixem atrasar por dentistas chatos ou velhinhas lentas. Esmurrem um e atropelem a outra sem pejo, vai-lhes custar uns tantos dólares mas pelo menos chegarão a tempo (onde quer que vão...). Mas nunca por nunca temtem subornar o juiz que os multa...
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23.9.11
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terça-feira, 20 de setembro de 2011
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Ecos do bailout ao pequeno almoço
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14.4.11
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Singapura,
Vietname
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Nadando no Céu
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25.10.10
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sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Do Lamborghini amarelo ao búfalo de Mindanao, passando pelo caixão da Miss Kitty

Quem liga alguma coisa ao Asteróide sabe que este tem um certo fascínio pelas notícias dos jornais asiáticos, em particular as recolhidas em Singapura. Estando de novo de passagem pela Lyon City, e antes de marchar para a Conchichina logo à tarde, não podia deixar de partilhar aqui mais umas notícias pitorescas.
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1.10.10
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terça-feira, 28 de setembro de 2010
Big canguru bird
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28.9.10
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Singapura
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Tugas em Singapura
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8.9.10
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Singapura
domingo, 30 de maio de 2010
Maré negra no Estreito
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30.5.10
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Singapura
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Korsang cheu di saudadi
Tantu tempu jah passah (Já passou muito tempo)
Mas, korsang nunca skiseh (Mas, o coração nunca esquece)
Korsang cheu di saudadi (Coração cheio de saudade)
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21.5.10
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Malásia,
Singapura
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Global Private Eye
Esta fica sem muitos comentários, pois já hoje escrevi que chega por aqui... Pelos vistos o negócio é tal que até já dá para massificar a publicidade! Será que são as esposas que andam a portar-se pior ou os maridos que andam mais ciumentos? O que sei é que vale a pena visitar o website anunciado na foto, que vos apresentará uma respeitável agência de detectives de Singapura com mais de um quarto de século de existência, parte de uma rede global de "private eyes" peritos, principalmente, em fotografar mulheres nuas a pôr os palitos aos maridos. Ele há trabalhos ainda melhores que o meu...
PS: Concurso para o melhor nome de website para versão portuguesa desta rede de agências de detectives: http://www.apanha-a-gaja.corno/, perdão, .com? Venham mais ideias!
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20.5.10
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Singapura
Fátima em Singapura
Todos vocês associam Fátima a algo muito nosso, os Três Pastorinhos e tal. Ainda agora passámos pelo 13 de Maio de novo, desta vez com direito a Papa em Portugal e tudo. Mas nem todos (apesar da minha fé na erudição dos leitores do Asteróide...) sabem que Fátima é muito mais que um nome de um sítio, para... os muçulmanos. no Acredito até que o nome do sítio "Fátima" poderá vir da presença moura no nosso território durante quatro séculos.
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20.5.10
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Singapura
Saudades, pá...
Estes três estavam este fim de semana na gargalhada, a um canto de uma das torres de observação plantadas no que eu chamaria de ilha-da-ilha-da-ilha (ou seja, uma ilhota de areia ligada a uma das praias da ilha de Sentosa, que por sua vez é um pequeno apêndice no extremo Sul... da ilha de Singapura). Esta ilha-da-ilha-da-ilha ostenta um orgulhoso cartaz: "Southermost Point of Continental Asia"! Que é como quem diz, a Indonésia, mais para Sul e ali à vista, não conta para o campeonato, já não é "continental", é assim a modos que uma terra pulverizada por milhares de ilhas, entre o Índico e o Pacífico.
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20.5.10
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Singapura






