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quinta-feira, 14 de abril de 2011

Somos os maiores!

Tal como dizia no post anterior, até no Vietname os nossos artistas da bola são badalados... E muito! Basta olhar para o jornal desportivo de Saigão que fotografei há uns dias atrás. Diga-se de passagem que os Vietnamitas são particularmente doidos por futebol e que o seu seleccionador nacional é Tuga: o Henrique Calisto, um semi-Deus como o Mourinho desde que ganhou a Taça da Ásia para o Vietname há um par de anos.

Há pouco escrevia-vos sobre Singapura quando já estava no Vietname e agora escrevo-vos de Bangkok sobre o Vietname, onde estou de passagem de regresso a casa. O Asteróide não consegue escrever ao ritmo das órbitas... Até já.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Vertigo




Não, não se trata do filme do Hitchcock mas si do bar com a melhor vista de Bangkok. O Vertigo escolheu bem o nome: no 61º andar do Banyan Tree Hotel, o sitio é esmagador e no minímo vertiginoso. A cidade fica aos nossos pés e à noite o espectáculo é avassalador. Não passei lá de dia, quando a minha velha Canon de bolso conseguiria prestar um melhor serviço, mas creio que o que as fotos não dizem deixam adivinhar. Um sitío memorável, que recomendo a todos os que passarem por Bangkok.

O pecado mora ao lado



Neste caso mora ao lado do finérrimo JW Marriot de Bangkok, onde pernoitei umas semanas atrás, já depois de Pattaya e antes de voltar para casa via Singapura. Refiro-me à Nana Plaza e imediações, nas traseiras do JW, onde tirei estas fotos... A Pattaya do post anterior é a versão balnear do forrobodó que na realidade começa na capital da Tailândia, a metropolis do pecado carnal cujo ponto-G é a zona de Nana. Não é mais fino que Pattaya, mas dá-me ideia que é mais descontraído. Foi possível passear, beber um copo aqui e ali, e nem por isso fui devorado. E nas ruas podemos recorrer a umas carripanas com grelhadores ambulantes, onde autênticos "chefs" grelham insectos e outros organismos vivos deliciosos que nos permitem encher o bandulho com a mais refinada "haute cuisine" tailandesa.

Claro que na Plaza propriamente dita, onde os bares se amontoam em três níveis como se pode ver numa das fotos, evitei entrar nos antros dos andares superiores. Só espreitei rapidamente ao passar por um e ia sendo sugado para aquilo que parecia uma caverna cheia de corpos nus a trepar por uns postes acima, Brrr... Para a posteridade deixo-vos uma "short list" de nomes de bares, uma toponímia pitoresca e auto-explicativa:

G-Spot, The Biggest Go-Go bar of Bangkok!
Carnival, Asia's only double Carroussell! (nem quero pensar o que será isto...)
Fantasia
Pretty Lady
Sexy Lady
Angel Witch
Spankys (ui...)
Red Lips
Annie's Do Do (ena!)
Annye's Soapy Massage, World Famous since 1972! (confesso que fiquei curioso à brava relativamente a este último...).

Claro que onde há pecado há redenção. Antes ou depois da função, todas aquelas massagistas sexuais e de egos rumam a altares existentes mesmo no meio do bulício, pequenos e discretos como o da foto tirada num beco escuro entre dois bares, para rezarem. Não consegui ouvir o que a menina ajoelhada estava a dizer ao Buda, por não saber ler pensamentos (que ainda por cima deviam ser em tailandês...). Mas acho que consegui adivinhar.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Fast food


Depois de Saigão no início de Outubro o Asteróide voou para Bangkok num voo da Airfrance. Durante o voo teve que choramingar e fazer olhinhos à hospedeira mais nova para conseguir pôr a mão numa garrafinha de tinto ao lanche. A outra hospedeira, velhota e mal encarada, já tinha frisado que o avião ia a caminho de Paris, só fazia escala em Bangkok, e que só no segundo trajecto é que o Baco desataria a regar os passageiros com Bordeaux. Foi assim que, apesar do Baco não ter colaborado, cheguei já de noite a Bangkok prontinho para ser levado seraficamente para Pattaya Beach pelo motorista que me calhou, a 140 numa autoestrada quase toda em linha recta os cerca de cem quilómetros, metade deles a ressonar, que nos separavam deste resort tailandês.
No pouco tempo que passei naquele triste lugar apenas tive tempo para dar uma volta pelas onze da noite, nas imediações do hotel onde me quedei, até conseguir encontrar um sítio decente para comer (o lanche da Air France não foi propriamente pródigo...). Para isso e para uma reunião rapidissima no dia seguinte de manhã, antes de voar baixinho com outro motorista de volta a Bangkok.

Como definir Pattaya? Imaginem um super mercado do sexo onde sessentões em crise se derramam sobre uma multidão de corpinhos frágeis que pululam no meio de um sítio que parece ter sido gerado por um cruzamento da Cova do Vapor com Torremolinos, com bares e boites porta-sim-porta-sim. Deve haver uma praia ali perto, pelo que transparece das fotos que tirei a partir do hotel. Mas nem a vi, seria penoso tentar chegar lá...

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Combustões

A foto é da capa do The New Paper de Singapura de ontem. Os acontecimentos recentes em Banguecoque foram por demais mediatizados à escala global, por isso vocês sabem de que falo. No entanto talvez não alcancem bem o impacte que tem aqui no Sudeste Asiático a quase-guerra-civil que testemunhámos na capital da Tailândia . Quem assistiu ao triste "espectáculo" da sublevação vermelha aqui de Singapura, mesmo um Asteróide cuja órbita é errante, não pode evitar um sentimento de grande tristeza e consternação. Os países vizinhos gostam da Tailândia. Ou, mais precisamente, os povos vizinhos gostam dos Tailandeses. E dos seus sorrisos. E, já agora, de passear em Banguecoque aos fins de semana, em sessões desenfreadas de "shopping"! O Asteróide percebe: pelo que já viu da Tailândia, em Banguecoque ou noutras paragens, também se apaixonou um bocadinho. Pelos sorrisos, mais que pelo shopping! Se quiserem ter uma ideia de Banguecoque, incluindo o aspecto que pode ter um "shopping-mall" antes de pegar fogo, espreitem as fotos que lá tirei em 2007.


Já agora: querem mesmo saber o que se passou em Banguecoque nas últimas semanas? Em Português e em directo? Pois tal blog existe, está aí no clique que me fez o título deste post: Combustões. "O blog que não diz mal de Portugal". Já somos dois! "Combustões" está lá, no sítio, nos escombros fumegantes dos shoppings que eu próprio já percorri em tempos mais felizes. Está lá e consegue levar os militares a posar para a câmara, dar dois dedos de conversa com um porteiro que teima guardar as ruínas, testemunhar a acção dos militares em directo, no mal e no bem, dissecar o desapontamento de um verdadeiro "camisa vermelha" de regresso aos seus campos agrícolas, ainda perplexo e sem entender porque é que lhe tinham dito para ir para a capital "defender o rei" quando afinal acabou por ser um dos maus da fita (e não propriamente do lado do rei...). Acho que o "Combustões" está tão em cima do acontecimento que até cheirou a diarreia que assolou um dos líderes "vermelhos" no momento da rendição, o mesmo líder que um dia antes ainda dizia "agarrem-me, agarrem-me, se não eu esfolo-os...". Mas para que é que eu estou para aqui com estas conversas? Vejam, em directo, a cores e com cheiro no Combustões. Para quem não sabe clicar, vão a http://combustoes.blogspot.com/.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Cromos de Koh Lanta


Os meus tempos livres (as noites até à 1 da manhã e o último fim de semana quase inteirinho) desde que regressei do meu fim de semana prolongado de mergulhos na Tailândia têm sido dedicados ao meu mais recente hobie: peixes... Sinto-me como quando era miúdo a fazer colecção de cromos ou a ler os calhamaços do Readers Digest, daqueles cheios de bichos coloridos e em vias de extinção. Consegui reunir num álbum online (quase) toda a bicharada que capturei com a minha camera durante os três dias de mergulhos ao largo de Koh Lanta, de 26 a 28 de Outubro de 2007. Foram quase 6 horas debaixo de água! Para classificar os bicharocos uso uns livros lindissimos sobre a vida nos corais que comprei aqui em Singapura. Talvez um dia venha a fazer um blog só para isto! Além dos peixes podem espreitar outro álbum, onde reuni as fotos da malta no barco e debaixo de água, antes, durante e após os mergulhos.

Koh Lanta está situada na costa na costa Oeste da Tailândia (o mar de Andaman, já parte do Oceano Índico) mas a Leste das Phi Phi e de Phuket. Só em 1996 ficou ligada à electricidade. No mesmo ano inaugurou-se a ligação por ferry para carros entre o continente e as duas ilhas principais que compõem este distrito da província de Krabi (ambas as travessias não são mais que umas poucas centenas de metros...). Um clã de Chao Ley (os "Ciganos do Mar") ainda habitam estas paragens, tentando preservar os seus costumes antigos, mas a população de hoje é uma mistura de Tailandeses budistas e muçulmanos, chineses, malaios e... Suecos! Estes últimos dominam o desenvolvimento recente do turismo nesta zona. Não sei porquê, o que é que os trouxe, mas práticamente colonizaram Koh Lanta! Os Vikings são donos dos resorts, das empresas que organizam os mergulhos, têm restaurantes Suecos, escolas Suecas. E tal como os chalets suiços dos nossos imigrantes quando regressam a Portugal, aqui os Suecos gostam de viver sobre telhados zincados preparados para a neve, em vez de usar a magnífica arquitectura rural Tailandesa!

Cheguei numa quinta-feira à noite a Krabi, capital de provincia, com um casal amigo. Krabi fica a norte de Koh Lanta e tem um aeroporto novo para escoar os números crescentes de turistas (começa a ser uma alternativa a Phuket, do outro lado do golfo). Voámos para lá na Tiger Airways por pouco mais de 100 euros cada. Um motorista do resort apanhou-nos e demorou duas horas e os tais dois ferries para nos despejar finalmente, pelas 1.30 da manhã, no Noble House resort na Klong Dao Beach, na ilha de Koh Lanta. O resto foram 3 dias de mergulhos no Índico, ao largo de Koh Lanta. Saíamos de manhã pelas 8 da manhã e estávamos de volta pelas 4 da tarde. Mas ainda deu para um relax de vez em quando na piscina, duas doses de massagens na praia e uns copos num bar "rasta" surreal! Espreitem o album “Koh Lanta a seco”... E não se esqueçam dos albuns “Peixes” e “Divers”!

domingo, 4 de novembro de 2007

O choque dos Mundos aplacado por Buda: a feérica Bangkok


Bangkok foi a primeira paragem, de poucos dias, antes de rumar a Phuket numas miniférias no início de Julho de 2007. Aqui o Primeiro Mundo tipo-Singapura choca-se com o Terceiro Mundo tipo-Saigão de uma forma desconcertante. A cidade moderna dos shopping-centers ultra modernos e dos arranha céus flutua no seio da sujidade, exotismo e caos típicos das metrópoles Ásiaticas. Talvez Buda zele pela harmonia desta mistura pouco natural... Verdadeiros oásis de paz espalhados um pouco por toda a cidade, os templos (milhares...) zelam pelo espírito dos passantes com os seus budas de jade, pagodes dourados e monges de laranja vestidos, salvaguardando quem necessita da vibração demente do ambiente urbano de Bangkok. Quando a paz se torna aborrecida, o cidadão ou o turista pode mergulhar de novo no bulício, rumando por exemplo ao mercado de Chatuchak (12 hectares revestidos por 8,500 lojas-tendas a vender de tudo!) ou satisfazendo a líbido na zona de Patpong com os seus bares go-go.

Bangkok é também a cidade de todos os meios de transporte: chega-se de avião, apanha-se o taxi para o hotel, usufrui-se do moderno metro para visitar os mercados dos arredores, sobrevoando a cidade em viadutos futurísticos ou mergulhando no seu subsolo, apanha-se o barco de carreira para avançar umas paragens rio acima (o Chao Phraya, verdadeira artéria da cidade), salta-se para uns barquitos tipo gôndolas motorizadas para percorrer os canais da labírintica Bangkok “profunda” e, last but not the least: o tuk-tuk! Claro, aqueles triciclos de motor a dois tempos que enxameiam as ruas e que por 20 ou 40 bats (50 cêntimos a 1 euro...) nos levam por todo o lado. Até de graça nos carregam, acho, se os deixarmos arrastarem-nos pelas lojas de Bangkok que lhes pagam comissões!

Os Tailandeses são de uma simpatia desarmante, em geral. Há sempre um sorriso, mesmo que seja o de um condutor de tuk-tuk a fazer-se despercebido para nos despejar num alfaiate manhoso, numa rua esconsa... A limpeza das fardas escolares contrasta com os farrapos dos mendigos, da mesma maneira que os shopping centers de Rama I contrastam com as barracas nas margens dos canais.

A densidade de templos em Bangkok é impressionante. E no coração de Bangkok, no ponto da margem do Chao Phraya onde encontramos o complexo do Grande Palácio Real, a riqueza dos edíficios e dos seus conteúdos é fabulosa... Mas não só. Um pouco por toda a cidade, desde o Golden Mount Temple no topo de uma colina com vista magnífica até ao Buda Dourado (5 ton de ouro maciço...) escondido num templo algures numa rua mais perdida, os pagodes sucedem-se e os dourados ferem-nos a vista.

Um conselho: se forem a Bangkok façam como eu mais a minha companhia: esfalfem-se nos mercados, sacudam-se de barco pelos canais, dêem cabo dos pés a calcorrear templos e, quando estiverem bem derreados e suados, vão usufruir do chá das cinco no The Authors Lounge do Oriental Hotel. É chegar ao céu. O chá de primeira, os scones a babarem manteiga derretida e compota caseira, a terrina cheia de bolinhos, tudo a ser saboreado ao som de uma guitarra clássica tocada ao vivo, suavemente, no sítio onde Conrad em 1888 ou Sommerset Maugham em 1923 já beberricaram o seu chá...

Espreitem por partes a Cidade, as Pessoas e os Templos nos albuns que publiquei no Picasa online.

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Safari Tailandês... a 18 metros de profundidade


Estou de volta. Atrasado, eu sei... E só de raspão, a energia é pouca depois de uma semana dura de trabalho. Isto de meter um fim de semana grande para ir a banhos na Tailândia paga-se com muito suor e pouca inspiração para escrever. Mas para que vocês, essa minoria hiper-culta e super-amiga (só mesmo...) que frequenta este blog não continuar à espera de mirabolantes aventuras em vão, decidi dar sinal de vida. E cá vão as primeiras fotos dos meus mergulhos em Koh Lanta, Tailândia, 6 horas debaixo de água distribuídas por 3 dias de 26 a 28 de Outubro. Em breve publicarei o álbum completo, dentro e fora de água e ficarão a conhecer melhor aquelas paragens. Mas por hoje só mesmo a Moreia Gigante (este bicho tinha para aí metro e meio de comprimento, a cauda saía da rocha do lado oposto!) e, se rolarem a página para baixo, a Tartaruga de Pente, o Long Fin Bannerfish (ó pá, não sei traduzir bannerfish, mas que a barbatana é comprida é...), o Peixe Palhaço (o famoso Nemo na sua anémona), o Peixe Leão (aquele vermelho cheio de espinhos), o Tubarão Leopardo (que passou quando tinha a minha lente embaciada!), o Clark (outro frequentador de anémonas) e o horroroso e bem camuflado Peixe Escorpião (este pode matar, se o pisarmos, é uma espécie de peixe aranha ao cubo...). Bom mergulho.