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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Paz à sua alma...

Agora é que foi. A minha amiga, inestimável companhia de órbitas. Já antes a sua morte fora anunciada, para afinal e contra todas as evidências acabar ressuscitada por um misterioso faz-tudo no Vietname. Foi preciso chegar ao ano da graça de 2012 e ao aeroporto de Seoul na Coreia do Sul para a minha fiel Canon me deixar de vez.
Acabava de deixar o A340 que me traz de Busan a caminho de Munique, nesta inesperada escala de uma hora sem Seoul. A última foto foi, muito apropriadamente, na placa do aeroporto, apontada à torre de controle, segundos antes de aportar à manga. Metida apressadamente no bolso, ela e as suas cicatrizes, peladas, arranhões, acabou por me gritar que chegara o fim. Quando a tirei do bolso já não reagiu ao último aperto... Nada. Tira bateria, põe bateria, acende-se uma luz vermelha intensa num sítio que nem sabia que tinha lâmpada. Nada.
Fica aqui orgulhosamente a sua última pose. E o epitáfio.
"Canon de todas os sítios do mundo. Nasceu em 2006 em Singapura, na Sim Lim Square (local que está para as cameras electrónicas como a Maternidade Alfredo da Costa está para os Portugueses...). Faleceu no aeroporto de Incheon, Seoul, na Coreia do Sul. A 23 de Fevereiro de 2012, perto da porta 122 onde posa pela última vez. RIP"

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Recebido com um Kiss em Pusan, Busan, ou lá como se chama este sítio...

Esta vista do meu quarto no Novotel Ambassador em Pusan (também conhecida por Busan...) pode não dizer tudo, visto que se consegue ver uma improvável linha de praia, aqui escondida na ponta leste desta (grande) cidade. Até parece que o sítio é minimamemnte decente.
Pois não é. É uma das cidades mais feias que já vi, aquela que entrevi através das janelas sujas do autocarro que me transferiu do aeroporto para cá. Um Cercal a multiplicar pela Amadora, subtraindo Polis e dinheiros da CEE, tudo isto multiplicado por mil. Uma mistura desordenada de casitas malfeiosas de outros tempos e grandes torres cinzentas de apartamentos. Aqui perto uma 'city' toda modernaça não chega para apagar a má imagem, apesar dos vidros brilhantes dos arranha céus e das lojas posh cá em baixo. Até o Novotel não consegue melhor que me presentear com quartos sem wifi (pelo menos ligo o laptop com um cabo...) e a precisar de renovação. Agora estou perto do lounge do hotel, num restaurante onde depenico um arroz frito à indonésia para matar saudades de outro tempo. Aqui sempre há wifi e posso mandar este post pelo iPad. E sabem que mais? Está frio para cacete aqui, esta gente nem sabe aquecer o hotel!
Positivo, contudo, foi ser recebido por um Kiss. Refiro-me claro ao vanguardista sistema de controle de entradas ao passar pela imigração no aeroporto. K-i-s-s significa Korean Immigration Smart System, tem direito a rótulo com logo e tudo ali no guichet onde a menina de serviço me fez colocar os indicadores na digitalizadora de impressões digitais e olhar para a câmera para o fotomaton da praxe. Nessa altura já eu pensava 'mas qual é o raio da smart, perdão, esperteza nisto tudo?!'. Foi então que vi o que diziam as letras no pequeno ecrã digital por cima da câmera: 'Por favor olhe para a câmera'. Assim mesmo, em bom português! Hé léca!

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Na Coreia, maribando-me para o turismo...


Ainda hoje, onze dias após a mãe desta menina me ter pedido para tirar uma fotografia comigo lado a lado com a filha, ainda não percebi qual era a ideia... Aconteceu em Seoul, na Coreia, e aproveitei para lhe pedir para tirar a foto pela segunda vez, desta feita usado a minha camera. Claro que me recortei para fora da imagem... Enquanto estávamos nisto, a menina ia-me perguntando em bom inglês mas com voz de autómato: de onde vem? O que é que faz? Como se chama? Bom, quando por sua vez a mãe me começa a perguntar qual a minha cor favorita e o meu número da sorte comecei a afastar-me com um sorriso, já a pensar que não tardava nada estava a ser cravado para me poderem proteger do mau olhado...

Infelizmente não tenho muito para vos contar da Coreia: cheguei na manhã de um Sábado vindo de Saigão, muito mal dormido no avião, e no Domingo voei de novo de Seoul para Ulsan, no Sul. Na segunda feira já estava a voar de volta para Singapura. E o corpinho já não aguenta tanta andança: de facto o meu Sábado turístico em Seoul limitou-se a umas horas de passeio a pé nas imediações do hotel, bem central (em Gwanghwamun). O passeio levou-me a uma das zonas mais animadas de pequeno comércio e restauração, Myeong-Dong, onde esta foto (e a maioria das que tirei em Seoul...) foi tirada. Infelizmente já não visitei um dos mais cobiçados destinos túristicos em Seoul, o complexo do palácio Gyeongbokgung, o Palácio da Felicidade Rebrilhando, mandado erigir pelo Rei Taejo na sua nova capital Seoul quando para aí se mudou no século XV. Ficava a apenas dez minutos de táxi do meu hotel... Mas após o meu passeio e almoço estava esgotado, ainda com uma semana de Vietname no lombo, pelo que acostei nas saunas do hotel, onde fiquei rebrilhando de suor, mergulhando em água quente, sendo macerado por um gajo tipo Buda que me arrancou a pele e me deixou cheio de nódoas negras com umas ventosas supliciantes que me aplicou, ahh, tudo isto para acabar nas mãos duma jovem massagista coreana que me fez esquecer o torturador anterior. Foram 3 horas, desde os primeiros banhos até à última massagem, que finalmente me recuperaram para a vida. Que se lixe a Felicidade Rebrilhante do Rei Taejo... Das poucas fotos de Seoul, e algumas de Ulsan, que foram tiradas, o Asteróide há de dar notícias um dia destes. Eventualmente.