Mas deixem-me voltar à intenção inicial: falar-vos do oásis. As minhas duas meteóricas passagens pelo Japão foram experiências que nada têm a ver com o stress habitual de qualquer outro aeroporto (bem, Changi em Singapura também não é mau...). Ao desembarcar segui a carneirada, sem necessidade de hesitações porque o caminho era só um e incluia um passeio de monorail. Ao chegar ao edifício principal, em vez de sair para a imigração aponto para as transferências internacionais. Ali estava eu, só eu, a máquina de raios X, três funcionários e todo o tempo do mundo. Uma moça e um moço de serviço revezaram-se para me ajudar a colocar tudo nos tabuleiros, e depois a voltar a pôr tudo no sítio, enquanto o colega olhava para o ecran, sorrindo também. Uma paz... Depois foi seguir as setas, fazer escala para um xixi num sítio imaculado, tomar a minha bica num Starbucks e apanhar o monorail de volta à zona da minha porta. Sempre, sempre, servido por sorrisos algo tímidos e uma calma total. Nada da selvajaria de Heathrow, das corridas intermináveis de Frankfurt, do alheamento gringo em qualquer aeroporto (e para lá dos aeroportos...),da rudeza chinesa, da confusão sul-americana. Só paz. Simplicidade. Tempo. Espero poder um dia ficar mais um bocadinho. Agora tenho de ir, o voo 732 da Korean Air espera-me.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Um oásis de delicadeza: a terra do Sol Nascente
Mas deixem-me voltar à intenção inicial: falar-vos do oásis. As minhas duas meteóricas passagens pelo Japão foram experiências que nada têm a ver com o stress habitual de qualquer outro aeroporto (bem, Changi em Singapura também não é mau...). Ao desembarcar segui a carneirada, sem necessidade de hesitações porque o caminho era só um e incluia um passeio de monorail. Ao chegar ao edifício principal, em vez de sair para a imigração aponto para as transferências internacionais. Ali estava eu, só eu, a máquina de raios X, três funcionários e todo o tempo do mundo. Uma moça e um moço de serviço revezaram-se para me ajudar a colocar tudo nos tabuleiros, e depois a voltar a pôr tudo no sítio, enquanto o colega olhava para o ecran, sorrindo também. Uma paz... Depois foi seguir as setas, fazer escala para um xixi num sítio imaculado, tomar a minha bica num Starbucks e apanhar o monorail de volta à zona da minha porta. Sempre, sempre, servido por sorrisos algo tímidos e uma calma total. Nada da selvajaria de Heathrow, das corridas intermináveis de Frankfurt, do alheamento gringo em qualquer aeroporto (e para lá dos aeroportos...),da rudeza chinesa, da confusão sul-americana. Só paz. Simplicidade. Tempo. Espero poder um dia ficar mais um bocadinho. Agora tenho de ir, o voo 732 da Korean Air espera-me.
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21.2.12
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domingo, 2 de maio de 2010
O meu primeiro Japão
A ausência de paisagem urbana foi o que mais me surpreendeu, horas atrás, ao fazer a aproximação ao aeroporto de Narita, Tóquio. Um nanbam-jin como eu (literalmente um "bárbaro do sul") que pela primeira vez põe os pés no Japão esperava encontrar uma megalópolis, sobre a qual o avião teria de serpentear por entre arranha-céus e evitar um Godzilla ou dois antes de se fazer à pista. Em vez de cimento, é o que a foto demonstra: arrozais a perder de vista, pontilhados de "ilhas" mais florestradas onde as quintas se abrigam, unidas por estradas rurais, muitas delas com o mesmo aspecto poeirento da que dá acesso à minha casa lá nos Portugais. Até já!
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2.5.10
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