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segunda-feira, 3 de junho de 2013

Primavera de ilusões

Tem sido uma Primavera sujeita a um São Pedro aluado, a mandar-nos frio e chuva fora de tempo, e de quando em vez a dar um cheirinho de calor. Num desses raros dias de calor até deu para se ir à praia. Onde? Nos sítios mais incríveis, como se explica na segunda foto... Já é do 1º de Maio, mas vem a propósito deste tempo maluco que temos experimentado. Aliás, se juntarmos a metereologia com o que aconteceu ao Benfica esta época acho que deve estar o mundo a acabar...

 

sábado, 16 de março de 2013

Imagens de uma terra

Definir a "minha terra" tem sido difícil... Quando o Asteróide se lançou na blogoesfera em 2007 os Olivais eram "a terra" do passado remoto e também de um presente paralelo, numa altura em que "a minha terra" formal era Singapura. Sítios remotos como Praga ou não tão remotos como Setúbal também foram "a minha terra", fugazmente ou mais permanentemente. Nos dias que correm, a chuvosa Bolton substitui as margens do Sado. E a Lisboa do Tejo e do Cais das Colunas invade as minhas manhãs "a caminho do escritório" se acontece não estar por outras paragens. Os Olivais passaram a acontecer ali mais para Oeste de Lisboa a caminho da Linha e na outra margem mais para Sudeste da capital, entre sobreiros. Não esquecendo a Carolina do Norte, nas Américas de onde vos escrevo, onde também uma parte de mim está em casa. Coisa de Asteróide...

Todas estas "terras" são igualmente respeitadas. Mas uma é mais igual que as outras, pelo menos neste momento... É essa minha "terra" que vos trago hoje em imagens, para matar saudades.






terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Fado

De Copacabana a semana passada à Praça 8 de Maio em Coimbra este fim de semana foi um pulinho... Foi bom estar em Portugal, nem que de raspão. Não tanto por uma Coimbra que achei triste e quieta, mas mais pela excelente companhia. Ficam as imagens, carimbando mais uma rota. Para que conste.







Duas fotos de carne, um mundo de distância

Tiradas por mim no mesmo fim de semana, a primeira no Sábado a segunda no Domingo, seria de esperar que a carne ainda ruminando no pasto na primeira foto seria relacionada com aquela que eu fotografei no meu prato na segunda foto. Na realidade o bovino olhar foi captado à porta de casa ali para os lados dos sobreiros de Rio Frio, enquanto que o filet mignon se me derreteu na boca já eu entretanto tinha chegado a Porto Alegre, terra gaúcha do Sul do Brasil. Coisas de Asteróide...



domingo, 2 de dezembro de 2012

A minha Lisboa



Apresento-vos a minha Lisboa, que nada fica a dever a qualquer das outras paragens sobrevoadas pelo Asteróide. Depois de uma semana em Bolton completamente vazia de experiências interessantes, eis-me compensado por um fim de semana de sol radioso e friozinho qb, a começar no campo e a acabar na cidade. Hoje quase ao pôr do sol, de regresso à cidade, uma inundação de côr desde Santa Apolónia (onde se encostava a composição pachorrenta da foto) até à Praça do Comércio, passagem habitual nas manhãs de trabalho lisboetas a caminho da nascente mas menos conhecida em sentido contrário a um fim de semana.  Um dia destes se tiver tempo trarei aqui ao Asteróide um album das muitas fotos que tenho tirada recentemente na minha. A la Asteróide, comme-il faut, com o carro em andamento...

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Up in the air

Sem dúvida que o George Clooney tem muito melhor aspecto que eu. Mas não sei se tem mais milhas... Refiro-me à personagem do filme em título. Que seguramente não regressava com tanta alegria, milhas à parte. Não é uma alegria que irrompa como suspiro de alívio, de todo, porque gosto de fazer o que faço e o que faço espalha-se por muito sítio. Torna-se até num vício.... Não é por me cansar de voar.É bom regressar, isso sim, por quem me espera. Regressei centenas de vezes, e não me canso. Muitas dezenas de vezes por ano olho pela janela como agora e fico feliz por voltar aos meus.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

De onde eu sou

Gosto de fazer órbitas pelo planeta. Mas quando regresso... Quando me sinto de volta... Hmmm...

domingo, 22 de abril de 2012

Bem-vinda, D. Primavera!



Quando se lembra, o Asteróide procura uma boa imagem ou desculpa para assinalar a passagem das estações. Pode ser o encerrar do Verão já por Outubro a dentro, ou um cachorrito a nadar num mar de folhas de tons alaranjados e vermelhos, uma folha de vinha acabada de nascer ou qualquer outra marca da partida de uma estação ou chegada da próxima. Mas este ano está difícil. O São Pedro baralhou-se e a Primavera está envergonhada. Apesar de já estarmos no final de Abril a nossa vinha só agora apresenta uns rebentos a deixar entrever algum verde (a poda também foi tarde, diga-se em abono da verdade, porque a malta aqui estava com medo de geadas tardias que lhe dessem cabo da produção). Na parreira da pérgula nem uma só folhinha da videira selvagem se apresentou ao serviço, por enquanto. Depois do "Verão" de finais de Março, a Primavera, preguiçosa, faz-se rogada.

Hoje o tempo está farrusco e não está propriamente calor mas, de repente, olhei em volta e vi a Primavera. Apesar dos verdes em falta, outros já chegaram em força. O ar já se enche de sons da passarada, as minhas sebes verdes escuras estão cheinhas, o plátano já faz ouvir o seu múrmurio verde ao ritmo do vento e, espanto, de repente a macieira está bem florida! Apesar de aparecer tão mansamente, não quero deixar de cumprimentá-la: seja bem-vinda, D. Primavera!

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Doce casa

Évora, muitos anos atrás, soaria como um remoto passeioa um sítio exótico. Hoje, para quem regressa da Coreia depois de um 'saltinho' às Ásias para atender uma reunião de duas horas e voltar, é casa. Doce casa. Magnífica Praça do Giraldo, maravilhoso sol, opípara comida. Hmmm...

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Mestres da oportunidade

Lá no sítio onde o Asteróide repousa das suas órbitas (digo 'lá' porque estou no aeroporto de novo prestes a embarcar...) o fim de semana passou-se gelado. Mas ao pôr o nariz de fora, para espreitar a vinha onde o meu amigo e vizinho Mr. Z. arava, deparei com este espectaculo. Ao ouvir o tractor as garças acorrem em grande número: almoço! Elas sabem bem que a terra revolvida vai expor milhares de saborosos organismos da terra, minhocas, insectos e até umas rãs fugidias. Faço votos, no meio de tanta crise, que tal como as garças possamos ver no arado uma oportunidade...

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Casa! Férias!

Esta vai sem mais comentários, ainda a bordo do pássaro acabado de aterrar...

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

De novo a caminho

Mais uma órbita, partindo da Portela...

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

É bom estar em casa


Para vocês estas fotos serão talvez do mais banal que já passou por aqui. Engano. Na perspectiva do Asteróide estas fotos apressadas, tiradas com o telemóvel num par de ocasiões nas últimas duas semanas, reflectem momentos raros e deliciosos. Conduzindo em Lisboa, ou passando sobre a ponte 25 de Abril. Para ser mais preciso: a rolar na ponte de Norte para Sul, não a voar por cima dela de Sudoeste para Nordeste como normalmente acontece numa semana normal, pouco antes de aterrar na Portela quando regresso de qualquer lado...

Adoro Lisboa e tenho saudades...

domingo, 23 de outubro de 2011

O fim do Verão

A imagem capturou o momento: sexta-feira 21 de Outubro às seis e meia da tarde. Foi para mim o instante em que este Verão acabou. Tinha acabado de dar o último mergulho do ano na piscina e o sol punha-se (às seis e meia!). A água estava mais fria do que o desejável e com mais folhas do que eu gostaria. E a previsão concretizou-se no fim de semana com chuva a rodos como se vê, agora que é Domingo e nos preparamos para uma segunda-feira chuvosa de Outono. Não será agradável mas é natural, se pensarmos que Novembro já bate à porta... Pelo menos estou em terra e não em órbita!

domingo, 16 de outubro de 2011

Glória Gomes

O lado obsessivo do Asteróide obriga-o a fazer uns flash-backs, neste caso de umas semanas para trás, para não deixar nenhuma escala dos seus périplos por assinalar. Daí não ser de estranhar a foto que vos apresento, que muitos de vós já terão reconhecido: Londres, a ser sobrevoada algures em Agosto. Por lá pernotei um par de noites, antes e depois da ida à Escócia vai para mais de mês e meio. A missão incluiu dois jantares com interlocutores diferentes, em anódinos hoteis de arredores da grande cidade. E é aqui que o título começa a fazer sentido: refere-se à empregada que me serviu num desses jantares. Estava eu a escolher o vinho quando ao pedir conselho à moça vejo o crachá com que se identificava na lapela: "Glória Gomes". Boa! Comecei imediatamente a dirigir-me à senhora em português, intrigado com um par de vinhos Tugas que surgiam no cardápio e dos quais nunca ouvira falar.

Mas fiquei a saber o mesmo. A Glória não só não sabia nada de vinhos portugueses, como não sabia falar português de todo! Nem ela nem muitas gerações anteriores da sua família, suponho... Sabem, é que a Glória era do Bangladesh e nem sabia porque é que tinha aquele nome. Já lhe tinham falado dos portugueses, mas provavelmente pensava tratar-se dos primos de Malaca...

Deste post poderão tirar-se conclusões profundas sobre o impacto que o nosso Portugal teve no mundo. Temos de facto uma história maravilhosa, uma saga que merece ser lembrada quando temos estes vislumbres do impacte global das nossas aventuras.  Devemos orgulharmo-nos. Mas depois da devida vénia e emoção, arregacemos as mangas, reconheçamos que a porra da história não nos ajuda a pagar o défice e centremo-nos no muito de mau que temos feito (ou que deixámos que nos fizessem). Devidamente cientes do nosso lado negro, pensemos mas é no que podemos fazer para reconquistar o controle de uma democracia tomada de assalto por caciques, esquerdas inúteis e direitas liberalóides, grupos de interesse corruptores, parasitas da partidocracia e um sistema judiciário inútil que nos arrasta para o buraco. Pensem para aí que eu vou fazer o mesmo...

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

De novo no ar

O fim de semana não durou nada e eis-me de novo a voar... Até já na terra de Vera Cruz!

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Enfim casa...

E hoje o jantar é bifes!

domingo, 11 de setembro de 2011

O fim do vinho

Nesta passagem por casa chego à conclusão que para o ano tenho de passar sem vinho à borla e à descrição... Olhando para as minhas vinhas todas queimadas do míldio, as ricas uvas castelão francês (aka Periquita...) feitas em passas secas devido às chuvadas de Maio, chego à conclusão que "deste já não hà mais". Não será o melhor dos vinhos, por ser bebido jovem apesar de feito com muito brio aqui pelo vizinho que me trata da terra. Mas pelo menos seria meu e vou sentir a falta dele. Há um par de dias atrás, quando os camaradas agricultores aqui do concelho de Palmela pegaram nos tractores e encetaram uma marcha de protesto a partir do Poceirão para pedir compensação ao governo pelos dislates do São Pedro, pensei seriamente em pegar no corta-relvas e participar. Mas acabei por comprar cerveja e ficar sentado...

sábado, 10 de setembro de 2011

De visita a casa

Viajar é fixe mas não há nada como regressar. E quando se depara com o nome Portugal logo à partida do local remoto de onde regressamos ainda melhor. Foi o caso desta foto. A nave da TAP chamava-se Amália Rodrigues e  na quarta-feira trouxe-me de Oslo a Lisboa num instantinho.

No entanto tenho receio que com tanto voo algo me esteja a acontecer. Suspeito que me esteja a destransformar de tuga noutra coisa qualquer. Tipo... turista norueguês? Seguramente em qualquer coisa diferente de mim, porque ao deixar o avião na Portela o comissário de bordo despediu-se desejando-me sonora e sorridentemente uma "Boa estadia!". Reparem, não me felicitou com um "Bom regresso!", nem um "Bemvindo de volta!". Não, desejou-me "Boa estadia" como se soubesse que eu estava passagem e fosse voar de novo na segunda-feira para Amsterdão. Como é que ele adivinhou!?