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sábado, 23 de janeiro de 2016

Nils Holgerson em bebedeiras de branco.

Esta semana o Asteróide orbitou a Noruega, não a Suécia. Órbitas baixas, de carro, comboio e a pé, e não montado num ganso. Mas sentiu-se como o pequeno Nils inventado pela Selma Lagerlof, inundado pela magia que o rodeou. Uma magia branca, cristalizada e fria: -17ºC à chegada! Sem palavras, ficam algumas imagens.





sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Takkadinho!

O meu estado? Furioso, como a senhora da foto que tirei esta manhã a caminho do aeroporto de Oslo. Cinco horas, o atraso do voo da TAP... Takk para a TAP! Porra para os gajos, nem um sms, um email mandam a um gajo. Em vez de passar o dia no aeroporto podia ter ficado em Oslo mais umas horas. Agora estou para aqui no lounge da SAS, sem saber se me hei-de enfrascar com o Cuvée 'Jean-Paul', um 'rouge' franciú de 2011 ou um também jovem 'Punto Niño' um Pinot Noir Reserva 2011 do Chile. Fonix prá crise!

Já agora, Takk é sarcasmo... Takk é obrigado em nórdico... O que quero dizer à TAP é 'obrigadinho' por tomarem conta dos clientes frequentes, que voam todas as semanas com v.exas. e a quem não se dignam a comunicar os atrasos. Da British ou da Air France recebo emails, sms, ou o que for para me manter ao corrente, fazerem-me o check-in, mudarem-me a fralda se for preciso. A porra da TAP nada. Nem respondem às reclamações. Nem sabem de nada quando se liga para eles, como há pouco. O que me enfurece mais é que gosto de voar TAP. Sinto-me em casa. E falham naquilo que custaria menos fazer, um pouco de atenção evitaria (com custo muito baixo) que os clientes se passassem! Por vezes basta um idiota nas organizações para estragar tudo, e quem toma conta do Programa Victoria e da fidelização e tratamento dos clientes deve andar a dormir ou a fumar alguma coisa ilegal...

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Dez graus?!

Grumpf... Estou de manga curta pá! Raios partam o São Pedro, ou o Odin, ou lá quem manda lá no Norte para onde vou hoje. Até já.

domingo, 1 de julho de 2012

O que cresce naqueles campos...

Oslo desta vez foi uma maçada. O magnífico Flytoget, o comboio rápido que me liga num instante do aeroporto à cidade, com wif-fi e tudo, fechou para obras. Até 6 de Agosto a malta tem de apanhar o autocarro. Ainda por cima não me deixou onde queria, na estação do National Theater de onde a pé sempre consigo rolar com o meu trolley até um dos meus hoteis habituais.

No entanto nem tudo foi mau: com o autocarro as vistas são melhores (embora o reflexo do vidro dê cabo das fotos à mesma...). Foi assim que descobri que os Noruegueses se dedicam agora a um novo tipo de agricultura... Palavra!

O espírito da paz

Nada como Oslo para ser tocado pelo espírito da paz. O momento já era propício. Na terça-feira da semana que passou deambulava pelas "docas" de Oslo, a Aker Brygge, enquanto esperava por uns colegas para jantar. Como sempre os bares e restaurantes estavam cheios. Claro, é Verão, o sol da meia noite, o "calor", dirão vocês. Mas garanto-vos que já estive por aqui em todas as estações, e no Inverno está à pinha também, mesmo com treze abaixo de zero! E a malta foi de bicicleta. nessa noite..

Mas voltemos ao espírito. Tinha acabado de fotografar o Noble Peace Center, no extremo da Aker Brygge e quando me chego à beira do cais vejo, muito apropriadamente, o Navio da Paz. O dito paquete é a forma assumida por uma ONG japosesa que se dedica a promover a paz pelo mundo, navegando contra os canhões um pouco por todo o mundo. Fiquei nesse momento com a certeza que os seus esforços estão a resultar, pois no momento que me preparava para o fotografar eis que surge um magnífico arco-íris, abençoando o Peace Boat e aqui o fotógrafo. Reparem, reparem do lado direito: é mesmo um arco-íris, daqueles que sempre desaparecem antes de serem fotografados! Senti-me tocado, de facto... Mas eram os meus colegas, finalmente chegados ao ponto de encontro. Cheios de sede!

Um quarto para as dez da noite



Estava frio pois, um ventinho com sabor a Novembro... No entanto mais Verão não podia ser. Estava em Stavanger, na Noruega, na passada segunda-feira. Pouco depois do solstício de Verão portanto. Após jantar junto ao porto, à beira de uma enseada iluminada pelo sol das um quarto para as dez da noite, os dez graus de temperatura pareceram um preço aceitável para pagar pelas fotos que partilho. Desde a ave peralta até aos frequentadores dos bares e restaurantes, passando pelo Tuga que vos escreve, ninguém ficou sem sorrir perante o solinho que fazia...

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Andreas Englund

Na segunda-feira jantava eu em Oslo (no "melhor sushi a Oeste de Tokyo"' segundo o meu convidado) quando me deparei com este super-herói improvável. O artista descobriu um filão e dedica-se a capturar o mesmo super herói em vários momentos destrambelhados e improváveis. Parece que faz bom dinheiro a vender cópias, em grandes formatos. Para além da versão idosa que posa aqui no Asteróide o restaurante apresentava pelas paredes outros momentos espantosos do anjo caído. Fiquei a saber que mesmo quando era mais novo não conseguia abrir boiões de doce, que tinha pânico do dentista e era incontinente. Pelo menos é o que parece ao vê-lo num dos quadros a urinar lá do alto para cima dos arranha céus da cidade que provavelmente esperaria proteção em vez de um duche... Enfim, chega até a engasgar-se numa Última Ceia moderna, ao ponto do cozinheiro se preparar para lhe pespegar uma paulada nas costas para soltar a feijoca.

O velho super-herói acabou por chegar ao Asteróide como simbolo destas duas últimas semanas: muito voo faz-nos velhos mais depressa. Depois de Londres, Bolton, Aberdeen e Amsterdão na semana passada e de Oslo e Londres de novo esta semana (com um fim de semana em casa pelo meio), escrevo-vos agora de Toulouse. Já nem capa resta ao Ateróide...

domingo, 18 de dezembro de 2011

Urinando envergonhadamente na terra dos vikings

A minha tara por sinalética de casas de banho públicas é conhecida. Pelo menos para quem visita o Asteróide com assiduidade. Quem acompanha estas órbitas há tempo suficiente até se lembrará do momento e local que deu origem à tara: Setembro de 2006 na ilha do Bornéu, acreditem ou não. Mais propriamente em Bintulu, estado de Sarawak (a terra do Sandokan), onde por leitura equivocada da sinalética me expus a ser decapitado em pleno Ramadão, por ofensa ao islamismo... Desde essa altura apanham-me com frequência a contemplar os signos à entrada do wc ou, pior, a tirar fotos dos mesmos. Fico aliviado quando as indicações são suficientemente claras, como na Noruega o ano passado, ou preocupado quando as imagens são mais dúbias, como no Outono Brasileiro do Rio Grande este ano.

Em todo o lado nos podemos divertir com o que se vê à entrada da casa de banho, mas na Noruega são especialmente bons a fornecer ideias originais. A foto acima, tirada num restaurante em Kristiansand, enfeitava uma porta. Por trás da porta, conforme esperado, estavam os urinóis espetados numa parede. A singularidade da coisa estava no factop de ser um wc unisexo... Na realidade a parede dos urinóis era aberta em cima e do lado oposto da porta, para que depois da função pudessemos transitar para o lado de lá da parede. O outro lado era onde as meninas faziam xixi, por trás das suas portas fechadas, claro, mas partilhando o mesmo espaço para lavar as mãos. É a teoria do "open space" aplicado aos wc públicos...

Depois do restaurante, e na mesma noite desta semana, passei a um bar próximo. Aí fiquei esmagado pela ditadura de género que reina na Noruega. Senti-me como um pequeno zangão submetido pelas valquírias nórdicas numa colmeia feita para elas, ao chegar ao wc da cave e me deparar com as portas brancas ilustradas no foto. Para além das quatro portas à vista, havia mais três ao meu lado esquerdo. Todas dizendo "Wo/men". Excepto uma que dizia "Standing"... Na nórdica valkiriaditaktorun as colmeias que fazem as vezes de WC são desenhadas para as especiais necessidades das damas. Ou seja: a) com abundantes assentos para as necessidades especiais das mesmas; b) com apenas um canto para os zangões; c) as damas que eventualmente queiram tentar a habilidade de fazer xixi de pé também podem ir ao "Standing" levantar a saia e tentar a sorte; d) ao enganosamente colar "Wo / Men" nas suas portas (os machos Latinos lêem algo como "Quem é Homem?"), as valkirias mestras tentam atrair  para os seus tugúrios alguns zangões mais distraídos e com vontade de se sentarem. Mas não a mim, ao je não enganam, nã... Lá fui fazer a minha coisa firme e hirto por trás do "Standing", tirei a foto da praxe à socapa e pirei-me da colmeia a sete pés, antes que a valkiria-rainha aparecesse por alí...

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

O cúmulo da mobilidade é...

Estar em Oslo, no lounge da Scandinavian Airlines, e sentir que estou na minha sala, no meu escritório, tão bom ou melhor que qualquer outro dos muitos locais onde abanco. Mas com melhor internet (e gratuita...). Lareira. E oferta de bebida e comida à descrição... Acho que estou desenraizado de vez.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Sobrevoando Stavanger


A minha vida ultimamente não passa disto: de aeroporto em aeroporto até que me cresçam asas... Ontem tive de voar de Amsterdão para Stavanger, Noruega. Hoje bem cedinho estou pronto a embarcar de novo, de Stavanger de volta a Amsterdão onde começarei o dia com uma reunião pelas 9:30. Ou seja, já nem saio dos hoteis dos aeroportos. Este bate recordes: como podem ver pela vista, quase que dá para pular do quarto para a pista. Até já...

sábado, 10 de setembro de 2011

De visita a casa

Viajar é fixe mas não há nada como regressar. E quando se depara com o nome Portugal logo à partida do local remoto de onde regressamos ainda melhor. Foi o caso desta foto. A nave da TAP chamava-se Amália Rodrigues e  na quarta-feira trouxe-me de Oslo a Lisboa num instantinho.

No entanto tenho receio que com tanto voo algo me esteja a acontecer. Suspeito que me esteja a destransformar de tuga noutra coisa qualquer. Tipo... turista norueguês? Seguramente em qualquer coisa diferente de mim, porque ao deixar o avião na Portela o comissário de bordo despediu-se desejando-me sonora e sorridentemente uma "Boa estadia!". Reparem, não me felicitou com um "Bom regresso!", nem um "Bemvindo de volta!". Não, desejou-me "Boa estadia" como se soubesse que eu estava passagem e fosse voar de novo na segunda-feira para Amsterdão. Como é que ele adivinhou!?

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Progresso civilizacional

Para além de outras taras, também tiro fotos em casas de banho um pouco por todo o planeta. Tenho uma colecção fixe que partilharei com outro tarado feitichista se me pedir muito. No entanto não é para vos falar desta tara que vos escrevo. Fotos tiradas em sítios destes carregam normalmente mensagens profundas, e esta é suficientemente profunda para reflectir a situação actual da sociedade norueguesa.

Para quem não percebeu ainda bem a mensagem ao olhar para as instruções do dispensador de detergente, fotografado na sua austera e atenta posição sobre a sanita, eu explico. Aqui neste WC pretende-se que o utente, após terminar o seu serviço, limpe bem a sanita para que esta fique a brilhar, usando para isso um pedaço de papel higiénico embebido no detergente. Ou seja, que integre verticalmente a sua actividade relacionada com WCs, passando a ser também o "senhor(a) da limpeza" para além de utente. Daqui a cinquenta anos é bem possível que esta integração tenha atingido os seus limites, com os utentes das WCs norueguesas a depararem-se com um pedaço de terra, uma pá e um misturador de cimento, com o que construirão a sanita antes de para lá verterem as águas e a limparem no final.

Um tuga aqui tende a não fazer nada do que é pedido, porque pensam: "era o que faltava eu a fazer de faxineiro a limpar a caca dos outros"! Um noruegues pensa "tra-la-ra-lo-ló, cá vou eu alegremente limpar as pinguinhas que deixei, pois encontrei isto limpo e quero que o próximo utente usufrua também desta deliciosa experiência"...

Pessimismo nórdico


Agora o outro lado da medalha (isto se leram o post anterior...). É verdade que os noruegueses são optimistas relativamnte ao tempo. Mas no que respeita ao futebol nem tanto... Um amigo ontem ao jantar, enquanto o jogo decorria, não acreditava muito na sua selecção. E a mesma confirmou-o mais logo. ao perder com a Dinamarca, no mesmo grupo onde está Portugal. Cá vão as fotos que tirei do jornal desta manhã. Não percebo norueguês mas devem estar a cascar na selecção... Quanto a nós: aparecemos em primeiro e em maiúsculas!

Optimismo nórdico

Mesas em esplanadas, flores e verduras ao relento. Estou em Oslo em Setembro e tudo parece preparado para aproveitar o que resta do Verão. A questão que se coloca é: mas que Verão?! Na realidade tirei a foto que vos apresento todo transido, a arrostar com uns 12ºC à chuva que fazia ontem. Mais tarde, ao jantar à beira mar ali para os lados de Lysaker, um pouco a oeste de Oslo, já nem tive coragem de fotografar um marujo a trabalhar de manga curta no cais, arrostando com uma borrasca incrível que me deixou encharcado e transido em três minutos de caminhada desabrigada. O vento uivava, a luz desaparecia, a chuva batia, as ondas saltavam. Meu rico Verão! Ao olhar para a foto lembrem-se de um novo dito: "optimista como um norueguês!".

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

O Reino das Bicicletas





Apesar das peripécias da última semana já depois de passar pela Holanda, em termos de blogosfera ainda não arranjei tempo para sair de Amsterdão... Isto apesar de já estar em Portugal há cinco dias, onde consegui chegar fugindo da neve. Em Amsterdão os brancos flocos chegaram na segunda-feira da semana passada, mas não foi o suficiente para me impedir de voar para Inglaterra nesse dia e daí pular para a Escócia na quarta-feira. Em Aberdeen a neve quase me caçou... Mas lá me safei e cheguei a Portugal na quinta-feira, com duas horas de atraso devido ao caos de Heathrow onde fiz escala. Sei hoje que foi mesmo a tempo! Mais uns dois dias por lá e ainda passava o Natal no aeroporto do mundo que mais odeio...

Por enquanto, meus amigos, têm de aturar mais uns estereótipos antes de Amsterdão vos deixar da mão... E cá vão umas fotos a fazerem jus a um dos três mais afamados estereótipos da capital holandesa: bicicletas em barda. "Bicacity" poderia ser uma alcunha de Amsterdão, tal como "Cidade do Trolóró" ou "Red Light City". Sobre esta última falaremos num próximo post.
E é mesmo uma "Bicacity". Até um autocarro a pedais passou por mim, como podem ver na foto. E um "ferry" ajouzado delas. E bicicletas por todo o lado... Estacionadas às centenas junto aos canais, aos milhares nos parques de estacionamento principais e aos milhões na rua a tentarem passar-lhes por cima... Não tenham ilusões: os holandeses passam-lhes mesmo por cima, sem dó nem piedade! Aquele passeio bem nivelado por onde vocês caminham romanticamente à beira de um canal é provavelmente uma pista para as bicas, portanto estão a segundos de serem passados a ferro. E os donos das bicicletas ainda vão ficar ofendidos! A não ser que fosse o dono da bicleta hippy da foto...

Isto das bicas trouxe-me à memória o que me contou um taxista árabe em... Oslo! É que na capital Norueguesa a malta também anda toda de bicicleta, como já lhes disse. À excepção por vezes de ex-primeiro-ministros a caminho da cerimónia de entrega do prémio Nobel da Paz, que apanham um taxi, como foi o caso a 10 de Dezembro último. Um dos grandes sinais exteriores de riqueza e status em Oslo (para além de apanhar um taxi...) é comprar por milhares de euros uma bicicleta xpto melhor que a do vizinho. É de facto uma excelente ideia, excepto se se for negro retinto, como um certo amigo do taxista de que lhes falo. Africano de sucesso em Oslo, o tal amigo negro comprou uma bicicleta xpto para chegar mais rápido ao emprego (dizia ele, eu acho que foi para fazer inveja ao amigo árabe...). Infelizmente logo na primeira viagem a polícia mandou pará-lo duas vezes. Após duas semanas já o tinham parado dezenas de vezes e chegava cronicamente atrasado a qualquer sítio onde se dirigia... Para a zelosa polícia norueguesa a braços com uma epidemia de roubos de bicicletas parecia óbvio: negro + bica xpto = ladroagem... O pobre homem ainda arranjou uma declaração do vendedor de bicicletas em como ele era o genuíno dono, mas nem isso ajudou. Acabou por vender a bicicleta a um norueguês louro. E provavelmente albino também.

Moral da história: as sociedades holandesa e norueguesa são muito evoluídas. Excepto se o assunto meter bicicletas...

domingo, 12 de dezembro de 2010

Liu Xiaobo na neve




Claro que toda a gente associa os Prémios Nobel à Academia de Ciências Sueca, e as cerimonias de entrega dos ditos a Estocolmo... Mas não é sempre assim. O Nobel da Paz é decidido pelo parlamento Norueguês e o Noble Peace Centre encontra-se em Oslo.

Por isso, quando eu na sexta-feira 10 de Dezembro estava a sair do hotel junto ao teatro nacional em Oslo, ali a uns duzentos metros atribuia-se o Prémio Nobel da Paz a uma cadeira vazia. Ou antes, a Liu Xiaobo, que nesse momento estava preso a sete chaves pelo governo chinês, que só o deixou sentar no catre da cela àquela hora... E sem jantar...

Por coincidência lá estava o Asteróide no momento certo a sacar umas fotos raras. No parque em frente havia uma manif, umas poucas dezenas de pessoas a atrair uma data de cameras de TV e jornalistas de vários tipos. Para minha surpresa, não se tratava de um grupo de pombinhos brancos a falar de paz, mas sim uma bem organizada manif contra Liu Xiabo. Os manifestantes iam gritando umas coisas de acordo com a batuta do senhor do megafone, que já estava a olhar para mim com ar desconfiado. Todos os manifestantes eram chineses, muito deles com cabelo à escovinha assim a modos que acabados de sair do quartel. À excepção de um puro nórdico, aqui também fotografado, que os chineses devem ter contratado nas hostes locais mais excêntricas, só para fazer figura. Isto de ter um nórdico a falar contra o Liu Xiabo deve ter saído caro...

Um friozinho de nada...


Em Oslo no final da semana passada acho que bati o recorde... Refiro-me a andar na rua com frio. Pela hora de jantar estariam uns -13ºC quando a tirei a foto das bicicletas, a caminho de um wine bar de que gosto particularmente na zona de Aker Brygge, junto à àgua. As bicas não tinham sido abandonadas ali no Verão, não pensem: os seus donos estavam decerto nas imediações bebendo e rindo dentro de sítios quentinhos de boa comida e melhor bebida. Tudo caríssimo, claro.

Mas se acham esta coisa de ir de bicicleta jantar fora com -13ºC um pouco deslocada, o que dizer das meninas que tinha fotografado minutos antes, na Fridtjof Nansens, de vestidinho de verão, braços e pernas nus, a gritar histéricamente ao entrar para as limusinas??? Valha-me Deus...

Claro que o recorde foi mais tarde, já a sair de um bar não longe do hotel perto do Teatro Nacional. De acordo com várias testemunhas estariam uns -20ºC. Mas nessa altura já estava mais quentinho por dentro e cheguei ao hotel sem ter congelado nenhuma parte do corpo... Claro que não me arrisquei a tirar as luvas para sacar uma foto!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Portela, estás perdoada...

Poucas semanas atrás estava eu a mandar vir com o facto de no aeroporto da Portela ser quase sempre desembarcado na pista, tendo de apanhar um autocarro para chegar ao terminal. Mas esta revolta começa a ser subsituída por uma certa ternura para com o "meu" aeroporto.


Pois não é que noutros sítios, até em avançadas civilizações como a vikinglândia, também acontece o mesmo?! Com uma diferença apreciável, que talvez vislumbrem na foto, tirada enquanto eu dava pulinhos para chegar das escadas do avião que acabara de deixar até ao autocarro, no aeroporto de Oslo umas horas atrás. É que estavam dez graus abaixo de zero... Chiça... Quero voltar ao asfalto quentinho da Portela bem depressa!

De volta ao frio




O Asteróide voa e voa, mas não consegue ir aonde queria. Esse sítio tão longe que se fará esperar por algum tempo mais. Consciente finalmente que as suas órbita estão limitadas à sua terrena condição, e não conseguindo ir aonde queria nem reencontrar quem queria, voltou ao frio. Eis-me pois de novo na Noruega, depois de cá ter estado antes.
Deixo-vos alguma imagens deste encantador Inverno que chegou antes de tempo, mesmo para os padrões Noruegueses. Em Stavanger, onde estive desde ontem até hoje à tarde, o panorama é de conto de fadas. Hoje de manhã estava o céu azul e o branco da neve refulgia ao sol. O astro, envergonhadamente sempre próximo do horizonte, ao espalhar-se pela neve não deixou de ser amigo. Amigo, por exemplo, dos fotógrafos especializados em disparar pequenas Canon de dentro de taxis em movimento ou de aviões a levantar voo...

domingo, 21 de novembro de 2010

Beam me up, Scotty

O que vêem na foto é naturalmente um extraterrestre a passear pelos arredores de Oslo na sexta-feira dezanove de Novembro de dois mil e dez. Por cima do dito ET vêem, obviamente, a sua nave com o feixe de teleporte já accionado. O único detalhe que até este momento não corresponde à verdade neste post é o título, uma piscadela de olho à famosa frase do capitão Kirk do Star Trek e não uma reprodução fiel da comunicação entre o ET e a sua nave. Essa reprodução mais fiel teria de ser algo como "tira-me já daqui que está um frio de rachar, cum carago!", o que não daria um título tão fixe nem tão atreito a atrair navegadores desatentos no Google.

Não me custa a acreditar que a plausibilidade do que acima digo possa ser posta em causa por alguns leitores. Mas a a verdade é que tive receio de relatar outra possível explicação da mesma foto. Alguém acreditaria que um português estava num comboio norueguês no tal dia de Novembro de dois mil e dez, a cento e cinquenta à hora, quando sacou da câmera fotográfica e disparou cirurgicamente, de forma a apanhar uma gigantesca estátua pós-moderna plantada no meio da neve? No exacto momento em que o poste de um candeeiro cruzava a lente? Nã...