Um dia especial nas margens do Tamisa na semana que passou. Sim, Tamisa em bom Português. Começou com um inesperado workout solarengo nas barbas do Big Ben, uma corridinha antes das sete. Continuou com uma bela bica e um par de pasteis de nata no Café 89, um café-mercearia tuga que podia ser no concelho de Ponte de Lima mas que por acaso fica no Albert Embankment portas meias com os spooks do MI6. Depois de um dia de trabalho, uma carne de porco à Alentejana regada com Sagres ali perto no Madeira, enquanto o Poiares Maduro perourava na TV. Quando achava que já tinha que chegue para contar desta Londres no solestício de Verão do ano da Graça de 2013, eis que me surgem de novo o Parlamento e o Big Ben ao lusco fusco das dez da noite, servidos com um jovem casal de brasileiros à sobremesa, acabadinhos de chegar da manif que já cruzou o Atlântico até terras de Sua Majestade! Foi a terceira amena cavaqueira do dia em bom Português, ali mesmo ao pé do Grande Ben.
domingo, 23 de junho de 2013
O dia em que o Thames foi mesmo Tamisa
Um dia especial nas margens do Tamisa na semana que passou. Sim, Tamisa em bom Português. Começou com um inesperado workout solarengo nas barbas do Big Ben, uma corridinha antes das sete. Continuou com uma bela bica e um par de pasteis de nata no Café 89, um café-mercearia tuga que podia ser no concelho de Ponte de Lima mas que por acaso fica no Albert Embankment portas meias com os spooks do MI6. Depois de um dia de trabalho, uma carne de porco à Alentejana regada com Sagres ali perto no Madeira, enquanto o Poiares Maduro perourava na TV. Quando achava que já tinha que chegue para contar desta Londres no solestício de Verão do ano da Graça de 2013, eis que me surgem de novo o Parlamento e o Big Ben ao lusco fusco das dez da noite, servidos com um jovem casal de brasileiros à sobremesa, acabadinhos de chegar da manif que já cruzou o Atlântico até terras de Sua Majestade! Foi a terceira amena cavaqueira do dia em bom Português, ali mesmo ao pé do Grande Ben.
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23.6.13
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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
O Lancashire profundo no seu melhor
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27.2.13
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domingo, 10 de fevereiro de 2013
Picando o ponto
* aka Fokker 100 da Portugália, bem velhinho.
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10.2.13
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sábado, 20 de outubro de 2012
Here comes the sun, Kenny Dalglish, let it be...
Foi assim ontem, em Liverpool. Apareceu o sol e eu pela primeira vez vi a cidade que estava no meu imaginário desde a infância.
Liverpool colheu a minha admiração (e imaginação) desde que me lembro, por muitas razões. Penso até que, quando comecei a tomar consciência que havia outros países parta além do nosso cantinho, Liverpool foi a primeira cidade estrangeira da qual soube o nome. Mesmo antes de Tuy ou Badajoz! O Liverpool FC era a minha equipe favorita logo a seguir ao Glorioso. Mais tarde, já nos anos oitenta, ser fã do Liverpool ajudou-me a sublimar o choque de ver o Kenny Dalglish e o Ian Rush a dar baile no Estádio da Luz. E enquanto criança nos anos setenta Liverpool soava (literalmente) a modernidade, graças ao seu imortal lado musical. Até os meus amigos do sexto andar, com as suas guitarras, teclas e albuns dos Genesis, evocavam Liverpool (apesar dos Genesis serem do Surrey...). Na adolescência foi o capitão Hornblower que não me deixou esquecer Liverpool e as suas docas, mesmo quando navegava em agitados oceanos longinquos.
Foram só duas horas, quase todas passadas numa reunião. Mas da janela do carro ainda disparei a fiel Canon aqui e ali. Continuo a não conhecer Liverpool, mas gostei do ar que respirei. Se o sol tivesse aparecido mais ao Dalglish em Liverpool talvez ele se tivesse dedicado mais à música e nos tivesse deixado o SLB em paz... Eu cá apeteceu-me tocar guitarra.
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20.10.12
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domingo, 23 de setembro de 2012
Heathrow sem emenda
A foto reflecte o admirável sentido de humor dos britânicos, em particular o dos sádicos que trabalham em Heathrow. Uma data de viajantes frequentes ou milionários impacientes estavam como eu na fila do Fast Track, a linha prioritária para passar a segurança. Ter acesso a essa fila, para além de massajar o ego, é suposto fazer-nos passar a provação muito mais rápidamente do que os comuns mortais. Mas desta vez os comuns mortais, apesar de muito mais numerosos, fluiam rapidamente pelas quatro filas acessíveis para passar os raios X enquanto que nós, os tansos na Fast Track, penávamos numa fila única, acabando por demorar mais tempo para passar a inspecção do que os desabençoados. O climax foi quando abriram mais uma fila para o público em geral, fazendo a malta da Fast Track uivar de indignação! A foto foi a cereja no topo do bolo: não faço ideia do que na realidade queriam dizer, mas parece que estavam a gozar o pagode...
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23.9.12
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quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Subitamente, entre um bolo de arroz e um brownie...
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5.9.12
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domingo, 22 de julho de 2012
O Shire
Passar esta semana passada à chuva em Bolton foi pouco surpreendente. O que foi uma surpresa foi descobrir que, passados uns meros dez minutos de condução a partir do meu hotel no centro, chegamos ao Shire. Bem, neste caso é o Lancashire, mas tive a sensação que a qualquer momento poderia ver um hobbit a saltar detrás de uma colina verde... Apesar da chuva e do lusco-fusco das nove da noite, percebi que o Reino de Sua Majestade não pode ser só uma fonte de anedotas meteorológicas. Fica esta vénia de um viciado do Tolkien aos verdes campos da Velha Albion, com os seus mémés, as suas pedras antigas e as carripanas do leiteiro a passar ao longe...
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22.7.12
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domingo, 1 de julho de 2012
Road to hell
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1.7.12
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quinta-feira, 24 de maio de 2012
Porra para a greve dos controladores aéreos...
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24.5.12
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quinta-feira, 19 de abril de 2012
Ser stkitts&nevisense
Por outro lado... E se eu passar a acreditar que o dinheiro até é bem usado por cá? Por enquanto tenho dúvidas. Mas também ainda me faltam uns anitos para me decidir. Tantos quantos terão de passar até ter dinheiro para a minha nova villa no Caribe...
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19.4.12
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sábado, 21 de janeiro de 2012
A nação que não me larga
Inaugurou-se o céu em 2012 com um pulo à Velha Albion esta semana . Foram três dias enterrado em Bolton. Um sítio esquecido pelo São Pedro, que parou um dia por aquelas bandas para urinar e esqueceu-se do pirilau por lá quando se veio embora. O sol não deve aparecer mais que três dias por ano naquelas paragens dos arredores de Manchester. Sorte a minha: um desses dias foi na segunda-feira, quando lá cheguei! Foi possível assim ver o sol, apesar de desmaiadito, a iluminar a Portugal Street que vos deixo na foto. Para além do nome e do sol por perto, mais nada da ruela ladeada de paredes de tijolo vitorianas faz lembrar a nossa casa. Mas é sempre reconfortante saber que Portugal está ao virar da esquina, principalmente quando estamos a bulir fechados a pouco mais de duzentos metros num sítio lúgubre, torres com paredes escuras e severas da antiga fábrica de algodão do século dezoito que se transformou em poiso esporádico deste tuga.
Talvez esta introdução tristonha a esta semana se deva ao estado de espírito político-económico. Logo na primeira órbita anual do Asteróide a nação, dorida e lamentosa, não deixou de se fazer ouvir. Começou logo à partida, cobrindo de nevoeiro a Portela e assim atrasando o voo para Manchester duas horas. Continuou ao saltar para a toponímia de Bolton, como quem diz "coitadinha de mim Lusitânia de Algarves e Indías, aqui tão isolada na selva de tijolo a tremer com dois graus abaixo de zero". E culminou já à vinda, quando berrou a partir da primeira página do Financial Times: "tou à rasca!". Ter a bandeira na capa de um jornal tão lido nos lounges dos aeroportos poderia ser motivo de orgulho. Mas infelizmente não anunciava a conquista do campeonato do mundo, nem que dobrámos primeiro o Cabo das Tormentas, nem que o Mourinho é bom e o Ronaldo ainda melhor. Não, o FT foi possuído momentaneamente pela minha nação para comunicar: "estou falida"!
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21.1.12
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domingo, 11 de dezembro de 2011
Nem com o Sherlock foram lá...
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11.12.11
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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Londres ao sol
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9.12.11
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domingo, 16 de outubro de 2011
Glória Gomes
Mas fiquei a saber o mesmo. A Glória não só não sabia nada de vinhos portugueses, como não sabia falar português de todo! Nem ela nem muitas gerações anteriores da sua família, suponho... Sabem, é que a Glória era do Bangladesh e nem sabia porque é que tinha aquele nome. Já lhe tinham falado dos portugueses, mas provavelmente pensava tratar-se dos primos de Malaca...
Deste post poderão tirar-se conclusões profundas sobre o impacto que o nosso Portugal teve no mundo. Temos de facto uma história maravilhosa, uma saga que merece ser lembrada quando temos estes vislumbres do impacte global das nossas aventuras. Devemos orgulharmo-nos. Mas depois da devida vénia e emoção, arregacemos as mangas, reconheçamos que a porra da história não nos ajuda a pagar o défice e centremo-nos no muito de mau que temos feito (ou que deixámos que nos fizessem). Devidamente cientes do nosso lado negro, pensemos mas é no que podemos fazer para reconquistar o controle de uma democracia tomada de assalto por caciques, esquerdas inúteis e direitas liberalóides, grupos de interesse corruptores, parasitas da partidocracia e um sistema judiciário inútil que nos arrasta para o buraco. Pensem para aí que eu vou fazer o mesmo...
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16.10.11
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terça-feira, 30 de agosto de 2011
O país dos sorrisos
Todavia não me dei ao trabalho de escrever tudo isto para me queixar dos fastidiosos processos das viagens aéreas pós-9/11. Nem para sorrir para dentro por ver a segurança da América nas mãos do paquistanês dos Raios X, da menina polaca, da matrona russa com ar de KGB e do sique de turbante.
Não, escrevo para partilhar a observação que ouvi da senhora russa, quando finalmente completou o longo escrutínio a que me submeteu. Disse-me a matrona: ‘Gostava de ir a Portugal. Deve ser um país muito bom. Todos os portugueses que aqui passam sorriem!' Depois de passar o sique e remoer nisto até me vieram lágrimas aos olhos…
Viva nós!
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30.8.11
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domingo, 8 de maio de 2011
Minimalismo desportivo britânico
Na sexta-feira estava eu para variar em trânsito por London Heathrow, folheando um pasquim local (já nem me lembro qual era, e pela foto também não consigo ver). No pior aeroporto do mundo já nos sentimos inflamados o suficiente com a pouco britânica ausência de fleuma, sentido de humor ou qualquer vislumbre de cérebros pós-neolíticos na seita que toma conta daquela xafarica. Pelo que não precisava de mais uma demonstração de surpreendente (ou não...) chauvinismo britânico. Vejamos. Na sexta-feira de manhã dois clubes portugueses tinham acabado de chegar à final da Liga Europa de futebol, a ex-Taça UEFA, na noite anterior. Não é igual à final da Liga dos Campeões mas neste tempo de troikas em que se avizinham tempos desgraçados no Luso cantinho uma notícia destas ajuda a levantar a moral dos Zés como eu. Portanto lá estava eu, a folhear freneticamente um pasquim britânico no pior aeroporto do mundo, sequioso de beber as palavras de louvor e reverente admiração dos nossos mais antigos aliados, a propósito de mais uma façanha Lusa. A minha figura era a do Tuga chapado: nem sempre dizemos bem de nós proprios, mas invade-nos uma alegria canina quando qualquer estrangeiro diz bem de nós.
Vã esperança esperar tal coisa desta raça de gente. Para além de gerirem aeroportos, os pré-neolíticos britânicos aparentemente também tomaram conta da imprensa local... Não estão cá com coisas: ou um troglodita da mesma tribo está em prova até ao fim para ganhar, ou então fingem que nem existe. Apreciem em todo o seu esplendor a notícia do pasquim referindo-se à conquista lusa: uma microscópica menção na banda da página 59, sem fotos, com um total de vinte e seis palavras (26!). No Vietname a esta hora pelo menos uma página é dedicada à coisa, e nem foram eles que inventaram o futebol... Enfim. Também, o que se havia de esperar da malta que chafurda num aeroporto daqueles e apresenta um défice maior do que o nosso?
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8.5.11
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sábado, 1 de janeiro de 2011
A fuga da neve

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1.1.11
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Em Manchester? Nada para fazer a não ser comer...
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1.1.11
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sexta-feira, 5 de novembro de 2010
BA 500
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5.11.10
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