Escócia em Outubro. Traduzindo: frio, chuva e vento. Um brrrr total, mitigado por uns raiozinhos de sol hoje à tarde, suficientes para tirar uma fotos menos desmaiada do Usher em primeiro plano (incontornável "casa da música" aqui do burgo) e do castelo de Edinnburgo lá em cima. Não e consegue aquecer por fora, toca a aquecer por dentro. Nada como o whisky mais desconhecido, pomada fenomenal. Ou o projecto falhad de um whisky projetado para ter sabor a cerveja que acabou... como cerveja com sabor a whisky! A malta da destilaria não esperou o tempo suficiente pela coisa, desatou a emborcar cedo de mais e deu nisto. PS: e não me perguntem porque é que não consigo endireitar as garrafas porque não faço ideia...
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terça-feira, 16 de outubro de 2012
Terras altas
Escócia em Outubro. Traduzindo: frio, chuva e vento. Um brrrr total, mitigado por uns raiozinhos de sol hoje à tarde, suficientes para tirar uma fotos menos desmaiada do Usher em primeiro plano (incontornável "casa da música" aqui do burgo) e do castelo de Edinnburgo lá em cima. Não e consegue aquecer por fora, toca a aquecer por dentro. Nada como o whisky mais desconhecido, pomada fenomenal. Ou o projecto falhad de um whisky projetado para ter sabor a cerveja que acabou... como cerveja com sabor a whisky! A malta da destilaria não esperou o tempo suficiente pela coisa, desatou a emborcar cedo de mais e deu nisto. PS: e não me perguntem porque é que não consigo endireitar as garrafas porque não faço ideia...
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16.10.12
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sexta-feira, 13 de abril de 2012
Telhados de Aberdeen
É quase milagroso este sol matinal aqui na Escócia. Pela amostra de ontem esperava hoje mais do mesmo: frio, vento e chuva. Pelo menos o sol voltou, acho que o frio de rachar se mantém aqui por esta estranha Primavera nas margens do Mar do Norte.
E, tal como o sol, voltaram as fotos ao Asteróide. Os telhados e as gaivotas de Aberdeen inauguram a Nova Canon ixus 500HS, a reencarnação da velhinha (e falecida) Canon ixus 850. longa vida aos novos olhos do Asteróide! Até breve, por aí.
E, tal como o sol, voltaram as fotos ao Asteróide. Os telhados e as gaivotas de Aberdeen inauguram a Nova Canon ixus 500HS, a reencarnação da velhinha (e falecida) Canon ixus 850. longa vida aos novos olhos do Asteróide! Até breve, por aí.
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13.4.12
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domingo, 16 de outubro de 2011
Convertidos a Baco
Com este post ponho finalmente a escrita em dia. Refere-se à passagem por Aberdeen em Agosto, quando constatei que o que eu pensava ser uma excepção afinal é a regra. Refiro-me à decadente tendência dos escoceses em transformar igrejas em bares...
A última vez que tinha passado por Aberdeen, em Novembro do ano passado, tinha descoberto o que pensava ser uma curiosidade pitoresca: o bar Soul, que ocupava o que em tempos havia sido uma igreja em plena Union Street, a rua principal da cidade. Desta vez as poucas horas que tive disponíveis ao fim da tarde puderam ser usadas para um passeio, pois em Agosto anoitece bastante tarde nestas latitudes elevadas. Desci a Chapel Street (a toponímia parece querer compensar a malvadez que fazem às igrejas...), onde o meu hotel ficava, virei à esquerda para nordeste na Union Street e não parei até virar à esquerda de novo na mui recomendada Belmont Street. Nesta rua encontra-se um bom número de tascos, pubs e bares, a começar pelo Slains Castle (cujo edifício estranhamente já dá areas de igreja...) e a acabar no priorado da foto. Que já não é priorado, claro está, mas sim Priorado de sua graça, nome de bar. De igreja do prior já não tem nada, transformado que está num local de copofonia. Não entrei mas posso assegurar-vos que não foi a última ex-igreja que vi assim metamorfoseada em Aberdeen. Pelos vistos os escoceses converteram-se a Baco...
A última vez que tinha passado por Aberdeen, em Novembro do ano passado, tinha descoberto o que pensava ser uma curiosidade pitoresca: o bar Soul, que ocupava o que em tempos havia sido uma igreja em plena Union Street, a rua principal da cidade. Desta vez as poucas horas que tive disponíveis ao fim da tarde puderam ser usadas para um passeio, pois em Agosto anoitece bastante tarde nestas latitudes elevadas. Desci a Chapel Street (a toponímia parece querer compensar a malvadez que fazem às igrejas...), onde o meu hotel ficava, virei à esquerda para nordeste na Union Street e não parei até virar à esquerda de novo na mui recomendada Belmont Street. Nesta rua encontra-se um bom número de tascos, pubs e bares, a começar pelo Slains Castle (cujo edifício estranhamente já dá areas de igreja...) e a acabar no priorado da foto. Que já não é priorado, claro está, mas sim Priorado de sua graça, nome de bar. De igreja do prior já não tem nada, transformado que está num local de copofonia. Não entrei mas posso assegurar-vos que não foi a última ex-igreja que vi assim metamorfoseada em Aberdeen. Pelos vistos os escoceses converteram-se a Baco...
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16.10.11
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Escócia
terça-feira, 30 de agosto de 2011
O país dos sorrisos
Esta manhã encontrava-me de novo no lounge da British Airways, no Terminal 3 de Heathrow. Por “outra vez” refiro-me ao aterrar ali de manhã, no mesmo sítio de onde tinha saído na 6ª feira passada de volta a casa. Até me senti a modos que colega da chefa das empregadas lá do lounge, uma indiana pequenina com ar de dragão que já conheço de vista. A diferença é que na sexta feira passada vinha alegremente de regresso de uma semana dividida entre a fria Escócia (em Aberdeen estava uma mínima de 8ºC…) e a chuvosa Londres. Hoje estava de saída do meu cantinho entre vinhas e sobreiros, a caminho da tórrida Dallas onde me encontro agora: 41ºC de dia, 27 à noite! Portanto a disposição era muito diferente, só a Sra. Dragão era a mesma.
Dito isto, ficaram a perceber que o país dos sorrisos não deve ser a Escócia nem a Inglaterra, nem porventura a Gringolândia. Para que percebam onde fica tal sítio têm de continuar a ler...
Ao entrar na porta 35 do Terminal 3 de London Heathrow, para embarcar num voo da American Airlines rumo a Dallas, Texas, deparei-me com as costumeiras camadas adicionais de segurança (para alem dos entretanto vencidos raios X vigiados por paquistaneses e das apalpadelas da praxe em qualquer aeroporto). Cruzo-me primeiro com uma menina com sotaque polaco para verificar o passaporte, que me atira para os braços de uma matrona de sotaque russo. A matrona pergunta-me tudo o que quero ir fazer aos USA, desconfiada por ver no seu ecrã escondido que depois de Dallas vou marchar para o México. Finalmente tranquila, passa-me por sua vez para debaixo do olhar hipnotizante de um sique de turbante, que finalmente me verifica o cartão de embarque e me deixa passar.
Todavia não me dei ao trabalho de escrever tudo isto para me queixar dos fastidiosos processos das viagens aéreas pós-9/11. Nem para sorrir para dentro por ver a segurança da América nas mãos do paquistanês dos Raios X, da menina polaca, da matrona russa com ar de KGB e do sique de turbante.
Não, escrevo para partilhar a observação que ouvi da senhora russa, quando finalmente completou o longo escrutínio a que me submeteu. Disse-me a matrona: ‘Gostava de ir a Portugal. Deve ser um país muito bom. Todos os portugueses que aqui passam sorriem!' Depois de passar o sique e remoer nisto até me vieram lágrimas aos olhos…
Viva nós!
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30.8.11
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sábado, 1 de janeiro de 2011
A fuga da neve

Com este post chego finalmente aonde queria: a Portugal, onde lá consegui vir passar o Natal e o Ano Novo. Mas a coisa esteve negra, ou antes, branca! Quando desci para tomar o pequeno almoço no meu hotel em Aberdeen no dia 16 de Dezembro começavam a cair uns farrapinhos de neve, que volteavam inocentemente sem se fazerem sentir na cor do chão. Aliviado, comi com toda a calma enquanto o táxi já aguardava lá fora, pensando que apesar das previsões lá iria conseguir voar para Londres e daí para casa... Passados quinze minutos, quando saí para fora, deparo-me com o nevão furioso que as fotos documentam! O taxi já estava todo ele mascarado de boneco de neve e a viagem para o aeroporto fez-se com muita dificuldade. Mais uma vez tive de embarcar na pista, onde a neve já não caia mas onde o vento soprava e a temperaturas era gélida, como acontecera em Oslo na semana anterior (apetece-me gritar de novo "Portela, estás perdoada!"). Cheguei atrasado a Londres, o que acabou por não ser mau de todo. No pior aeroporto do mundo, Heathrow, onde ainda nem nevava, o caos já se instalava e o meu TAP para Lisboa saiu com duas horas de atraso...
Mas a verdade é que cheguei a casa. E quem acompanhou os telejornais na semana antes do Natal saberá que metade da Europa ficou presa pela neve em aeroportos, principalmente, claro, em Londres. E não me parece que nas lojas de Heathrow vendam rabanadas...
Feliz e Próspero Ano Novo!
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1.1.11
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Crime no hotel, comida tailandesa na rua e copos na igreja: estamos na Escócia, claro...

Em Dezembro passado, depois de Amsterdão e Manchester cheguei finalmente a Aberdeen, a minha última escala antes de regressar a Portugal para o Asteróide recuperar de tantos périplos pelo planeta e pôr a cabeça em ordem. As minhas visitas anteriores à Escócia já datavam de uma época pré-asteróide, pelo que se fala aqui pela primeira vez desta terra selvagem. Mas bem interessante e espectacular também, pelo menos fora das cidades (à excepção de Edinburgo!). Socialmente prefiro um escocês bébedo a um inglês bêbedo. Quanto a compará-los enquanto sóbrios não sei, nunca os vi nesse estado, pelo menos nas voltas pelos pubs quando finalmente tenho disposição para socializar.
E que dizer de Aberdeen? O Palm Court Hotel onde fiquei uma noite era muito mais castiço do que o Hilton de Manchester do qual vos falei (mal) no último post. Para chegar ao meu quarto no Palm Court tive de escalar dois lances de escadas, depois virar à direita, palmilhar um corredor sem fim durante o qual tive que subir e descer uns quantos degraus, depois virar à esquerda, desviar-me à direita, subir mais dois lances de escadas, virar à direita, descer três degraus, subir três degraus, haaaa... sim, é aqui à esquerda, encontrei o 23! Apesar de ter incontáveis séculos de existência, o meu quarto perdido nos confins de um dos edifícios colados para criar o hotel estava bem restaurado e quentinho. E com uma casa de banho bem moderna. Para além da aventura que é chegar ao quarto, ainda poderia contar com uma "Murder Mistery Night" anunciada numa das fotos que podem ver acima. Não sei como organizam o jogo, mas parece-me interessante. Aposto que alguém acabará mesmo por ser assassinado pelo mordomo...
Quanto à cidade, uma desgraça. É a capital da exploração de petróleo offshore no Mar do Norte do Reino Unido, uma espécie de irmã da Stavanger norueguesa onde havia estado na semana anterior. E não tem nada de jeito. Posso estar a ser injusto, já que só lá passei umas horas como turista, as restantes a bulir. Mas pareceu-me que se trata de uma longa rua principal e pouco mais. Para salvar o fim do dia, nessa rua encontrei um bar bem engraçado: uma igreja transformada em pub, de seu nome Soul. Às quatro e tal estava ainda deserto. Pelas cinco e picos já transbordava de autóctones nos copos! A população feminina é que era um pouco troll, mesmo fotografada através dos espelhos entre colunas de madeira...
E comida? Eu votei nas roulotes, e não me arrependi. Não sei se era da fome, do facto de estar de taxi entre uma reunião e a próxima ou pela minha falta de confiança na comida escocesa, mas a verdade é que a refeição tailandesa servida na roulote que vos apresento e degustada no banco de trás do taxi é do melhor que me tem passado pelo goto! E eu sei do que falo...
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1.1.11
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