quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Optimismo nórdico

Mesas em esplanadas, flores e verduras ao relento. Estou em Oslo em Setembro e tudo parece preparado para aproveitar o que resta do Verão. A questão que se coloca é: mas que Verão?! Na realidade tirei a foto que vos apresento todo transido, a arrostar com uns 12ºC à chuva que fazia ontem. Mais tarde, ao jantar à beira mar ali para os lados de Lysaker, um pouco a oeste de Oslo, já nem tive coragem de fotografar um marujo a trabalhar de manga curta no cais, arrostando com uma borrasca incrível que me deixou encharcado e transido em três minutos de caminhada desabrigada. O vento uivava, a luz desaparecia, a chuva batia, as ondas saltavam. Meu rico Verão! Ao olhar para a foto lembrem-se de um novo dito: "optimista como um norueguês!".

sábado, 3 de setembro de 2011

Tabasco, Vietname e tugas loucos

Se na quarta saí de Dallas para chegar à Cidade do México, ontem voei da capital para Villa Hermosa, cidade capitã do charmoso Estado de Tabasco. A pátria dos habaneros e outras matérias primas com que produzem picantes épicos é também uma região em grande desenvolvimento, devido ao turismo e à industria petrolífera. Mas não é para vos contar isso que vos escrevo. A intenção deste post é apenas a de partilhar esta foto, que em tudo me lembrou uns centos de outras tiradas no Vietname: um veículo motorizado de aspecto esquisito, cheio de objectos estranhos e difíceis de identificar, a passar uma pontezeca sobre (mais) um rio, na altura em que passa um carro transportando um tuga lunático a disparar uma Canon de bolso. Ah que saudades da minha conchichina.... Não farei esperar Saigão e Vung Tau muito mais, antes do final do mês o Asteróide estará por lá caído de novo.

Entretanto já voei de volta à Cidade do México, de onde vos escrevo antes de embarcar rumo a Madrid. Amanhã espero estar de volta ao luso cantinho!

Megalópolis

Há duas cidades no mundo que juntam ao tamanho gigantesco a oportunidade de serem sobrevoadas na aproximação aoaeroporto, quando se chega voando como é apanágio dos Asteróides: São Paulo e Ciudad de Mexico. Não me lembro se já por aqui apresentei alguma de São Paulo. A foto da Cidade do México tive oportunidade de colher quando aqui cheguei na passada quarta-feira. É esmagador. Olhem bem para o gigantismo do que vêem, as casinhas espalham-se como um fugo até invadir as espaldas das montanhas que rodeiam a cidade. Viram bem? Agora concentrem-se e pensem que o avião sobrevoa a cidade mais ou menos pelo meio da mancha urbana. Ou seja, para trás do fotógrafo e para ambos os lados espalha-se idêntico oceano urbano, até perder de vista. Estão a ver o lar dos vinte milhões de pessoas desta urbe espantosa.

Lonesome

Não foi o pôr do sol "comme il faut", mas a alvorada fez o mesmo efeito: lavou a alma e fica como a única coisa de jeito que vi em Dallas, nesta enésima visita que ocorreu no início desta semana. Para que o Asteróide não deixe de assinalar o seu rasto, fica esta visão de cowboy em direcção ao... levantar do sol.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

O país dos sorrisos

Esta manhã encontrava-me de novo no lounge da British Airways, no Terminal 3 de Heathrow. Por “outra vez” refiro-me ao aterrar ali de manhã, no mesmo sítio de onde tinha saído na 6ª feira passada de volta a casa. Até me senti a modos que colega da chefa das empregadas lá do lounge, uma indiana pequenina com ar de dragão que já conheço de vista. A diferença é que na sexta feira passada vinha alegremente de regresso de uma semana dividida entre a fria Escócia (em Aberdeen estava uma mínima de 8ºC…) e a chuvosa Londres. Hoje estava de saída do meu cantinho entre vinhas e sobreiros, a caminho da tórrida Dallas onde me encontro agora: 41ºC de dia, 27 à noite! Portanto a disposição era muito diferente, só a Sra. Dragão era a mesma.

Dito isto, ficaram a perceber que o país dos sorrisos não deve ser a Escócia nem a Inglaterra, nem porventura a Gringolândia. Para que percebam onde fica tal sítio têm de continuar a ler...


Ao entrar na porta 35 do Terminal 3 de London Heathrow, para embarcar num voo da American Airlines rumo a Dallas, Texas, deparei-me com as costumeiras camadas adicionais de segurança (para alem dos entretanto vencidos raios X vigiados por paquistaneses e das apalpadelas da praxe em qualquer aeroporto). Cruzo-me primeiro com uma menina com sotaque polaco para verificar o passaporte, que me atira para os braços de uma matrona de sotaque russo. A matrona pergunta-me tudo o que quero ir fazer aos USA, desconfiada por ver no seu ecrã escondido que depois de Dallas vou marchar para o México. Finalmente tranquila, passa-me por sua vez para debaixo do olhar hipnotizante de um sique de turbante, que finalmente me verifica o cartão de embarque e me deixa passar.

Todavia não me dei ao trabalho de escrever tudo isto para me queixar dos fastidiosos processos das viagens aéreas pós-9/11. Nem para sorrir para dentro por ver a segurança da América nas mãos do paquistanês dos Raios X, da menina polaca, da matrona russa com ar de KGB e do sique de turbante.

Não, escrevo para partilhar a observação que ouvi da senhora russa, quando finalmente completou o longo escrutínio a que me submeteu. Disse-me a matrona: ‘Gostava de ir a Portugal. Deve ser um país muito bom. Todos os portugueses que aqui passam sorriem!' Depois de passar o sique e remoer nisto até me vieram lágrimas aos olhos…

Viva nós!

terça-feira, 12 de julho de 2011

A torre do califa

Era uma vez uns Emiratos. O Emirato cigarra cantou, cantou, anos a fio. Mandou fazer as mais sumptuosas obras em casa. Os imprevidentes investidores desaguaram por lá como cordeiros. Despejaram biliões para construir arranha céus. Os que compraram o resultado venderam-no passado um par de meses, com grande lucro. E os que compraram a esses a mesma coisa. E por aí fora, uma dança de cadeiras que normalmente só parava quando um russo rico ou um afegão fugido queria mesmo habitar num 86º andar, mal construído mas com muito glamour. Normalmente o último na cadeira já era o quarto ou quinto proprietário do imóvel, na altura em que o apartamento finalmente ficava pronto.

O problema é que quando a música parou não havia assim tantos russos ou afegãos bimbos para ficar com a última cadeira. E em 2008 o sub-prime começou a transformar os cordeiros da finança internacional em lobos... Em Dezembro de 2008 a "bolha" do imobiliário rebentou. Oficialmente. As previsões eram já nessa altura, que os preços do imobiliário desceriam 80% em 2009...

O Dubai ficou a dever biliões de dolares. Só para as obras do "Downtown Dubai" foram 20 biliões, incluindo quatro biliões para fazer o Burj Dubai, que vêem na foto que tirei há pouco quando passava de taxi na Sheik Zaeed. Há uns anos valentes que não vinha aqui ao Dubai: em 2007 o maior arranha-céus do mundo ainda não estava construído, portanto ver estes 828 metros de altura ali ao lado (altura da bolha, diria eu...) foi de facto emocionante. Se tiver tempo espero hoje ou amahã aproximar-me mais.

Mas voltando à fábula. Onde existe uma cigarra é de esperar encontrar uma formiguinha. Nesta fábula de bolhas do deserto assim foi tambem. O magnânimo Emir de Abu-Dhabi, um dos emirados irmãos do Dubai (Abu Dhabi é o irmão mais velho, o emirado "chefe"...), assumiu o papel de formiguinha. Tinha uns trocos amealhados graças ao petróleo que não esbanjou e veio a correr emprestar 10 biliões ao mano cigarra. Claro que a cigarra foi castigada: o Burj Dubai teve de mudar de nome. Ficará para todo o sempre conhecido como Burj Khalifa Bin Zayid, o nome do xeique que manda em Abu Dhabi.

Moral da história: amochemos à troika e a os cordeiros agora feitos lobos. Paguemos, paguemos. Ou então preparemo-nos para ter um Aeroporto Angela Merkel ou uma Ponte Sarkozy... Já para não falar de uma Torre Moodys ali para os lados de Belém!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Também queremos um Futuro Negro para os nossos filhos!

Negro de petróleo, claro está... Embora continue a suspeitar da capacidade dos estados em viverem para lá da "maldição do petróleo" (Angola sendo o pior caso, Brasil correndo sérios riscos de se deixar inflacionar até ao estouro, e até a Noruega a viver à conta sem investir em infraestruturas), a verdade é que não consigo deixar de dar o benefício da dúvida ao Emir do Qatar. Aqui decerto ninguém se revoltará... Há um equilíbrio que se nota no ar, a riqueza é tanta e distribuída por tão poucos que verdadeiramente o incentivo para fazer barulho é muito reduzido. E se alguém acorda mal disposto e decide mandar um sms de protesto? Enterram-no logo debaixo de um milhão, o potencial organizador de manifs esquece o sms e compra um iPad novo para jogar o Settlers enquanto voa de férias para o Tahiti...

Venha um futuro negro! Se vier acompanhado de um Emir benigno...

Deserto com ideias


Qatar é quente. E não tem uma gota de água em todo o seu pequeno território (uma peninsula com vista para o Bahrein, com o tamanho aí do Alentejo e fronteira com a Arábia Saudita). Deserto, deserto e mais deserto. Ontem quando cheguei era noite e a temperatura tinha descido para uns "refrescantes" 36ºC. Hoje enquanto era conduzido do meu hotel em Doha para o trabalho (que me aguardava a uns 90 Km de distância para Norte) o carro marcava 44ºC. Um dia menos mau... A humidade, no entanto, estava surpreendentemente alta, o que torna o calor ainda mais difícil. Parece-me portanto que o clima é idêntico ao que me lembro dos Emiratos Árabes Unidos, aqui perto, anos atrás quando passava a vida caído no Dubai.

Como podem ver da amostra de Doha abaixo, colhida da janela do meu quarto como já é tradição, a cidade não é enorme nem super-produzida como o Dubai. No entanto lá mais ao longe espreitam os guindastes no que aparenta ser uma emergente "city a la megalómano". A ver vamos daqui a uns anos, com o Mundial de Futebol a vir para aqui em 2022, se não se acabam com uma bolha como o Dubai.

Por enquanto tudo vai bem nas terras de Sua Majestade o Emir Bom, Hamad bin Khalifa, sentado em cima de reservas de petróleo capazes de manter o Qatar por bastante mais tempo como o país do mundo com o maior PIB per capita (parece que durarão pelo menos mais 37 anos...). Claro que se divide o PIB pelos cerca de 200,000 qataris, numa população de 3 ou 4 milhões se incluirmos todos os estrangeiros que trabalham no petróleo, construção, refinarias, etc...

sábado, 9 de julho de 2011

O meu limão

Sentimentos de posse e de desenraizamento juntam-se para fazer deste limão algo muito especial. Não é o da esquerda, mais enfezado, é o maior. Este grande limão em projecto já se faz notar há algum tempo. E eu gosto muito dele. Gosto porque é de facto meu: o limoeiro foi por mim plantado, na minha terra, não deu nada o ano passado e este ano traz-me esta prenda. Vejo-o crescer desde que surpreendentemente percebi que existia, umas semanas atrás. Pensava que era mais uma folha daquele limoeiro ainda pequenino, aí com metro e meio de altura, mas aquela textura rugosa começou a saltar demasiado à vista e um dia aproximei-me. Era o meu limão, verdadeiramente meu, crescendo exuberantemente ali mesmo debaixo do meu nariz. E fez-me olhar com mais atrenção para as outras cinco árvores irmãs: laranjas, mandarinas, toranjas, todas aquelas árvorezinhas enfezadas que plantei o ano passado preparam-se agora para me presentearem com os seus frutos dourados. Ainda apenas se vêem bolinhas verdes, em alguns casos bem pequeninas, mas elas vêm aí! Claro que nenhuma tão grande como o meu limão, mas já transbordam de promessas de sumos ao pequeno almoço...

Para além do sentimento de posse (este fruto é muito mais meu do que algum electrodoméstico, carro, jantar, prato ou televisão alguma vez será...), o meu limão também me ajuda a sentir que ainda tenho lastro, âncora. Que para além das pessoas que amo há algo físico e enraizado que ainda me prende a esta terra.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Outono brasileiro





Depois do Rio de Janeiro seguiu-se o Rio Grande do Sul. Ir num dia e vir noutro... Sempre que se fazem estes raides pelo Brasil temos de nos munir de paciência extra. O stress é sempre abundante devido aos atrasos nos voos, ao tamanho dos aviões e dos aeroportos... Enfim, coisas de país grande.

Depois de muito correr para apanhar a ligação em Porto Alegre lá chegámos a Rio Grande. Aqui o stress acaba: o aeroporto é minusculo, acho que mais pequeno que a minha casa... Sai-se do teco-teco para a pista. Caminham-se vinte metros e entra-se no edifício. Dão-se mais cinco passos e sai-se pelo lado oposto. Estamos na rua. Ou antes, no parking deserto do aeroporto no meio de nenhures. Bom, não estava completamente deserto: lá estava a Fiat Dobló onde o nosso grupo de seis se espremeu a caminho do hotel.

Deixo-vos com mais umas fotos fugidias, incluindo a da vista do quarto, com as cores outonais desta altura do ano lá no sul do Brasi. As temperaturas desceram aos 6ºC durante a noite e abundavam as folhas caídas pelo chão. Um Brasil diferente!

Na viagem de regresso, quatro voos. A sinalética da casa de banho do restaurante onde jantei na véspera, em Cassino, perto de Rio Grande, foi premonitória: com tanta correria não houve tempo para escalas técnicas no wc! Foram dois voos de teco-teco até Porto Alegre (porque incluiu uma escala no meio dos pântanos para reabastecimento...), outro de Porto Alegre para Florianopólis e o final até ao Rio. Tudo por causa dos ciúmes que os Chilenos têm dos Islandeses! Agora também inventaram o seu próprio vulcão para implicar com a navegação aérea, pelo que o nosso plano de voo de regresso se esfumou... em cinzas. Vá lá, com cinco horas de atraso acabei por chegar ao Rio de Janeiro, mesmo a tempo de apanhar o TAP para casa três dias atrás. Viva o Verão e o Santo António!

Nascer do sol em Copacabana

Sempre que a rota do Asteróide merece um post, o escriba tenta sempre encontrar uns títulos engraçados, que sendo relacionados com o tema não sejam demasiados óbvios. Essa mania pedante, no entanto, torna-se muito difícil quando estamos perante algo que dispensa as palavras. O paraíso de Itaóca foi um destes casos, deixando o título do post anterior rediuzido à expressão mais simples.

Na meia semana de trabalho no Rio fiquei em Copacabana, para estar mais próximo da acção (normalmente fico na Barra da Tijuca, que prefiro, mas o trânsito para chegar ao Centro vindo de lá é surreal...). O turismo ficou-se por dez minutos de corrida a uma lojeca perto do hotel para comprar umas havaianas último modelo para a malta. E por esta foto do nascer do sol, tirada da minha janela do quarto. Como seria de esperar o título quedou-se mudo, sem nada acrescentar ao maravilhoso espectáculo do... nascer do sol em Copacabana.

Itaóca




A mudança não foi má: um dia estava eu a voar de regresso a Lima deixando para trás o deserto nortenho do Peru.  No dia seguinte aterrava bem cedinho no Rio de Janeiro, antes do sol nascer. Enttretanto ainda houve tempo para um cheviche de estalo em Lima e de mais trabalho pela tardinha limenha, antes de me apressar para o aeroporto pela noitinha.

No Rio cheguei mesmo a tempo ali para as bandas do bairro das Laranjeiras . Àquela hora madrugadora  os vendedores do mercado semanal instalavam as suas coloridas bancas. Frutos tropicais, carne, peixe, flores, produtos da horta... Alguns dos donos das bancas diziam com orgulho serem portugueses, apesar do sotaque brasileiro. Mas pareciam-se mais com os meus vizinhos agricultores em Portugal do que com Cariocas, lá isso...

Um regalo para os olhos e (no caso de um peixão vermelho que comprámos) para o estômago! Em menos de nada eu, o meu amigo que mora nas Laranjeiras, o carro dele e o peixe vermelho estávamos na Avenida do Brasil (são setenta quilómetros de avenida...) apontados a Sul.

O destino foi Itaóca, uma das várias localidades minúsculas aninhadas entre morros e angras paradísiacas, já perto de Angra dos Reis, onde os cariocas que podem têm casas de fim de semana e férias. Itaóca fica entre o Portobelo e o Club Med, ou seja: entre paraísos...

E assim se passou um Sábado 4 de Junho, em profunda reflexão, em casa de amigos. Eu na rede da varanda depois de um passeio na praia, o peixe vermelho no forno. O peixe inundando a atmosfera de um cheiro maravilhoso, eu meio a dormir a pensar que, apesar do trabalho ser duro ainda vão acontecendo uns Sábados decentes em sitíos como Itaóca. Para compensar...

Deus por satélite


Nos poucos dias que passei no Peru antes de voar para o Rio, o programa não diferiu muito do da visita anterior, em Fevereiro: trabalho, trabalho, trabalho... Depois de me deitar exausto em Lima, aonde cheguei de Madrid pela mão da Iberia, levantei-me exausto às 3 da manhã para começar o dia com uma reunião a 1000 Km a Norte de Lima, em Talara, na desértica costa nortenha. Avião das 6 da manhã para Piúra, depois duas horas de carro por uma estrada sulcada por condutores assassinos, muitas vezes com volumosos camiões em contramão como arma... One day at the office... Nada muito diferente do pernoitar em Saigão e começar o dia com uma reunião em Vung Tau.

Como troféus turísticos ficaram as fotos que foram sendo capturadas a eito e sem jeito. Ficam duas para a posteridade, incluindo a evidência de que Deus nos guia. Por satélite. Só assim se percebe que se consiga sobreviver a duas horas na estrada para Talara, pisando riscos continuos a meio de pontes para ultrapassar vacas motorizadas... 

sexta-feira, 3 de junho de 2011

A 5 de Junho vota-se... no Peru

O Asteróide tem estado pelo Peru nos últimos dias. E agora deambula a seco: devido às eleições presidencias de Domingo próximo, foi instituída a Lei Seca desde a meia-noite passada, quando a campanha eleitoral chegou ao fim. Está proíbida totalmente a venda de alcool no Peru até às eleições, para evitar ânimos exaltados.
A escolha será entre Keiko Fujimori, a filha do Fujimori em tempos Presidente (e agora em prisão, condenado a 25 anos por atentados aos direitos humanos, corrupção, etc...), e o populista "A La Chavez" Ollanta Humala. Aparentemente mais um caso de "venha o Diabo e escolha", que não será único a 5 de Junho...

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Roma express





O título deste post, ao contrário do que alguns possam ter pensado, não tem nada a ver com a pitoresca carruagem do metro da capital italiana que surge numa das fotos. Na realidade este título é um lamento perante o triste destino do Asteróide: fazer em poucas horas o que turistas a sério podem levar a cabo em vários dias a deambular pelas paragens que visitam. Na semana passada coube-me Madrid em 14 horas, esta semana Roma em 36 horas (na realidade meio dia, descontando as viagens e a missão que me levou a Itália).
Como "meter" Roma, dois países e milhares de anos de história (estou a contar com o Vaticano...) numa tarde? Ora cá vai a rota do "Roma Express":
1. Apanhar o comboio regional perto do hotel onde me quedava, algures num parque de negócios em Fiumincino, saltar fora em Ostiense, apanhar o colorido metro em Piramide e desembarcar no... Coliseu.
2. Sempre a andar, dar a volta ao Coliseu disparando furiosamente a fiel Canon, sem esquecer as gastas pedras da estrada romana que passa perto e o vizinho arco de Constantino. É melhor fazê-lo enquanto lá está o Coliseu: hoje em dia parece um formigueiro prenhe de turistas, cujas cabecinhas e t-shirts coloridas assomam em cada buraquinho da mole de pedra, sem dúvida desgastando as mesmas até não restar nada...
3. Fugir da trovoada para dentro de uma pizzaria vizinha, fintando os inúmeros ambulantes indianos que com raro sentido de oportunidade aparecem nestas ocasiões a vender guarda-chuvas.
4. Comer uma pizza rasca e beber uma cerveja mais caros do que deviam ser. O tasco também deve ter acordo com o S. Pedro, junto com os ambulantes...
5. Pôr pés ao caminho: do Coliseu até à Praça de São Pedro no Vaticano, passando pelo imperdível Panteão (o mais bem conservado monumento da antiguidade, Séc. II e uma milagrosa cupula de 43 metros com o famoso óculo no topo) a Praça Navona (um mimo do barroco) e uma estonteante sucessão de colunas, ruínas e edifícios monumentais de todas as épocas.
6. Pelo caminho parar para participar numa "conference call". Experimentem uma hora de reunião ao telemóvel na rua em Roma. Imperdível... É doloroso tentar encontrar um sítio com menos barulho (em silêncio é impossível...). Acabei abrigado do ruído e da chuva num jardimzeco empoleirado numa colina, abraçado a uma estátua eventualmente milenar no seu nicho anti-trovoada...
7. Chegar à Praça de São Pedro com os bofes de fora e pés a arder. Tirar as fotos da praxe para consolo dos amigos e família mais religiosa...
8. Acabar o meio dia "expresso" em Roma de volta às ruazinhas perto da Praça Navona, ocupado com um belo risotto arrematado com um tiramisu ainda melhor, tudo regado com tinto.
9. Chorar de alegria ao ver um taxi deixar um passageiro mesmo ali ao lado. Apanhar o dito de volta ao hotel e cair na cama...

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Desprendem-se uma ova!

Ontem comprei o El Mundo no aeroporto de Barajas em Madrid enquanto bebia um par de cañas e uma magnífica sandocas de pata negra. É a tal mania Tuga de querer saber o que os outros falam de nós... Apesar do recíproco não se aplicar: os Espanhois estão-se maribando para o que pensamos deles. Os ingleses esses nem falar... Ainda para mais hoje: não satisfeitos em ocultar as conquistas desportivas Lusas dedicando-lhes uma notícia microscópica, os bifes ainda por cima fizeram a Raínha iniciar uma visita histórica à Irlanda ao mesmo tempo que dois clubes Lusos se encontravam em Dublin para a final da Liga Europa! Até a Rainha alinha nestas manobras de diversão...

Não é que eu seja egocentrico, ou lusocentrico, nada parecido... Nem que estivesse a pensar que os espanhóis são hermanos da onça... Pero que los hay los hay! Então não é que os castelhanos apenas se preocupam com o seu, a propósito da Troika e do bailout português, em vez de virem derramar pelas páginas dos periódicos a sua admiração pelo estóico esforço dos manos pequeninos perante a investida dos especuladores? Forretas, é bem feita, queriam voltar a ver os 5600 milhões que nos emprestaram? Esperem que o D. Sebastião volte para vos pagar!

domingo, 8 de maio de 2011

Minimalismo desportivo britânico

Na sexta-feira estava eu para variar em trânsito por London Heathrow, folheando um pasquim local (já nem me lembro qual era, e pela foto também não consigo ver). No pior aeroporto do mundo já nos sentimos inflamados o suficiente com a pouco britânica ausência de fleuma, sentido de humor ou qualquer vislumbre de cérebros pós-neolíticos na seita que toma conta daquela xafarica. Pelo que não precisava de mais uma demonstração de surpreendente (ou não...) chauvinismo britânico. Vejamos. Na sexta-feira de manhã dois clubes portugueses tinham acabado de chegar à final da Liga Europa de futebol, a ex-Taça UEFA, na noite anterior. Não é igual à final da Liga dos Campeões mas neste tempo de troikas em que se avizinham tempos desgraçados no Luso cantinho uma notícia destas ajuda a levantar a moral dos Zés como eu. Portanto lá estava eu, a folhear freneticamente um pasquim britânico no pior aeroporto do mundo, sequioso de beber as palavras de louvor e reverente admiração dos nossos mais antigos aliados, a propósito de mais uma façanha Lusa. A minha figura era a do Tuga chapado: nem sempre dizemos bem de nós proprios, mas invade-nos uma alegria canina quando qualquer estrangeiro diz bem de nós.
Vã esperança esperar tal coisa desta raça de gente. Para além de gerirem aeroportos, os pré-neolíticos britânicos aparentemente também tomaram conta da imprensa local... Não estão cá com coisas: ou um troglodita da mesma tribo está em prova até ao fim para ganhar, ou então fingem que nem existe. Apreciem em todo o seu esplendor a notícia do pasquim referindo-se à conquista lusa: uma microscópica menção na banda da página 59, sem fotos, com um total de vinte e seis palavras (26!). No Vietname a esta hora pelo menos uma página é dedicada à coisa, e nem foram eles que inventaram o futebol... Enfim. Também, o que se havia de esperar da malta que chafurda num aeroporto daqueles e apresenta um défice maior do que o nosso?

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Viva! Bin Laden já era!

Acabado de chegar a Houston, Texas, ontem à noite, estava no bar do hotel quando as notícias explodiram na TV. O ecran à minha frente estava a dar um jogo de baseball e Filadélfia tinha acabado de empatar com os New York Nets, perto do fim. De repente reparo que noutra TV, com outro canal, aparecia em rodapé "Osama Bin Laden Dead". Olhei em volta, acho que ninguém tinha reparado ainda...

Daí a minutos já o Obama estava em todas as TVs quando tirei esta foto, em directo. Daí a pouco já se sabiam os detalhes: Bin Laden caçado "à mão" no Paquistão, por um raid de "Seals". Toda a gente estava calma, não se ouviam efusividades. Mas contentes, claro. Também por se terem usado os Seals e não um anódino drone a bombardear cegamente o local. No entanto... A verdade é que muitos destes texanos estavam simultaneamente tristes. Por ter sido o Obama a apanhar o Osama, e não o amado Bush...

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Somos os maiores!

Tal como dizia no post anterior, até no Vietname os nossos artistas da bola são badalados... E muito! Basta olhar para o jornal desportivo de Saigão que fotografei há uns dias atrás. Diga-se de passagem que os Vietnamitas são particularmente doidos por futebol e que o seu seleccionador nacional é Tuga: o Henrique Calisto, um semi-Deus como o Mourinho desde que ganhou a Taça da Ásia para o Vietname há um par de anos.

Há pouco escrevia-vos sobre Singapura quando já estava no Vietname e agora escrevo-vos de Bangkok sobre o Vietname, onde estou de passagem de regresso a casa. O Asteróide não consegue escrever ao ritmo das órbitas... Até já.

Ecos do bailout ao pequeno almoço



Na semana passada em Singapura, estava o Asteróide a abastecer-se do habitual pequeno almoço reforçado, salta-me o Luso Cantinho do jornal. A nação chegou ao Straits Times com grande bruá, agora que vamos levámos com o FMI. Não posso dizer que o pequeno almoço me tivesse caído pior, mas desde aí e pelo que tenho lido receio bem que desta vez a situação vai ser bem mais confusa e preocupante. A ver vamos... Entretanto vou enchendo a barriga enquanto posso!


Não sei bem se são os alemães que nos vêm salvar se são os contribuintes portugueses que vão penar para salvar os pensionistas alemães com reformas milionárias à conta dos fundos de pensões teutónicos que arriscaram em dívida de risco ou alimentando desgovernos. Recebendo em troca generosos juros... Isto ainda vai acabar mal, digo-vos eu.


PS: na realidade os Lusos chegam às notícias aqui do Sudoeste Asiático dia sim dia não através do Cristiano Ronaldo e do Mourinho , mas não estou a contar com notícias desportivas neste post. Aqui em Saigão, para onde vim entretanto, fotos das nossas duas mais ilustres estrelas futebolísticas apareciam ontem em quatro das poucas páginas do desportivo local!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Saigão na barbearia

O Asteróide é bera. Deixou-vos algures no Peru, em pleno deserto, a cavalo na Pan Americana, e volta passados 50 dias do outro lado do mundo assistindo ao escanhoar de um Vietnamita na rua. No entretanto, e sem passar cartão nem dar sinal de vida, não esteve parado. Em Março maravilhou-se com a cidade de Salamanca e penou pelas auto-estradas do sul de França entre Toulouse e Pau ,sob o olhar dos Pirinéus. Em Abril regressou como habitualmente a Singapura e agora mantém-se no eixo entre Vung Tau e Saigão, como sempre acontece quando para pelo Vietname. Entretanto a fiel Canon entregou a alma ao criador algures nos céus da Europa ao voar para estas bandas, para ser ressuscitada por um vietnamita artesão que tudo conserta. Ainda assim, enquanto a Canon estava nos cuidados intensivos, não deixou o Asteróide de ser mirone, recorrendo ao Blackberry. Foi com a câmera dessa coisa que pesquei o barbeiro da foto, em pleno acção no District 1, a quinhentos metros do centro. Se não se desse o caso de ser viciado numa certa barbearia de Singapura, até que teria experimentado!

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Panamericana




São quatro da manhã em Lima, Peru, quando escrevo estas linhas. Assim de fugida, porque não tarda vêm-me buscar, de volta ao aeroporto para voar para Piúra, no Norte, onde mais trabalho me espera. Deixo-vos com estas imagens da legendária Panamericana, que fiz ontem durante cento e picos quilómetros para Sul de Lima, entalado entre o oceano Pacífico de um lado e o deserto do outro, com montanhas ao fundo (um prenúncio dos Andes que se seguem mais para Leste). Logo que possa voltarei com mais novidades do Perú, um cromo novo na caderneta do Asteróide...

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O carocha tatuado

Mesmo no meio do frio e da chuva miudinha, em Amsterdão é sempre possível caçar umas fotos diferentes. Cá vai mais uma, desta manhã a caminho do trabalho...

Secas...

Ontem cheguei atrasado uma hora a Munique, mesmo a tempo de perder umas cervejas com um bom Amigo, por coincidência no mesmo aeroporto por instantes, vindo de Bucareste e a caminho de Lisboa. Depois, mais uma hora de seca para além do horário para apanhar o chaveco da imagem (um Avro qualquer coisa, muito motor para pouco avião...) para Amsterdão. Chegar a Schipol quase à meia noite, apanhar o comboio para a Central e chegar ao hotel tarde e cansado. Nem sempre é divertido ser Asteróide...

domingo, 30 de janeiro de 2011

Bruxas a fazer pão mole

Quando era criança, alguém me ensinou que quando faz "chuva e sol estão as bruxas a fazer pão mole". Outra consequência, para lá do efeito nos hábitos culinários das bruxas, é a produção de arco-íris. Este belo exemplar da foto apanhei-o perto de casa há umas semanas atrás mas continua bem actual agora, com este tempo frio que alterna boas abertas com fortes borrascas sob nuvens negras. Para além de tudo o mais, é casa de novo!

sábado, 22 de janeiro de 2011

1395ª vista de um quarto de hotel

Nem sempre o Asteróide tem coisas interessantes para partilhar. É o caso desta semana, passada inteira num hotel em Orlando, Florida. Só trabalho, em imersão total. Claro que à noite todos (e digo-vos que somos muitos...) podem descontrair e beber uns copos valentes num dos bares que há por aqui, quer no hotel quer nas imediações. Mas é uma actividade que não dá fotos de jeito. De assinalar só uma noite na Universal Estúdios, a empaturrarmo-nos à conta e pululando pelas várias diversões como se fôssemos miúdos. Aconselho o castelo do Harry Potter... Mais uma vez, quer por ser noite quer pela tremideira, a visita à Universal não produziu fotos de jeito.

Dado não haver grande tema de conversa nem fotos de jeito, deixo-vos com mais uma vista de quarto de hotel. Não garanto que a contabilidade esteja certa, mas não deve andar longe...

sábado, 1 de janeiro de 2011

A fuga da neve



Com este post chego finalmente aonde queria: a Portugal, onde lá consegui vir passar o Natal e o Ano Novo. Mas a coisa esteve negra, ou antes, branca! Quando desci para tomar o pequeno almoço no meu hotel em Aberdeen no dia 16 de Dezembro começavam a cair uns farrapinhos de neve, que volteavam inocentemente sem se fazerem sentir na cor do chão. Aliviado, comi com toda a calma enquanto o táxi já aguardava lá fora, pensando que apesar das previsões lá iria conseguir voar para Londres e daí para casa... Passados quinze minutos, quando saí para fora, deparo-me com o nevão furioso que as fotos documentam! O taxi já estava todo ele mascarado de boneco de neve e a viagem para o aeroporto fez-se com muita dificuldade. Mais uma vez tive de embarcar na pista, onde a neve já não caia mas onde o vento soprava e a temperaturas era gélida, como acontecera em Oslo na semana anterior (apetece-me gritar de novo "Portela, estás perdoada!"). Cheguei atrasado a Londres, o que acabou por não ser mau de todo. No pior aeroporto do mundo, Heathrow, onde ainda nem nevava, o caos já se instalava e o meu TAP para Lisboa saiu com duas horas de atraso...
Mas a verdade é que cheguei a casa. E quem acompanhou os telejornais na semana antes do Natal saberá que metade da Europa ficou presa pela neve em aeroportos, principalmente, claro, em Londres. E não me parece que nas lojas de Heathrow vendam rabanadas...

Feliz e Próspero Ano Novo!

Crime no hotel, comida tailandesa na rua e copos na igreja: estamos na Escócia, claro...



Em Dezembro passado, depois de Amsterdão e Manchester cheguei finalmente a Aberdeen, a minha última escala antes de regressar a Portugal para o Asteróide recuperar de tantos périplos pelo planeta e pôr a cabeça em ordem. As minhas visitas anteriores à Escócia já datavam de uma época pré-asteróide, pelo que se fala aqui pela primeira vez desta terra selvagem. Mas bem interessante e espectacular também, pelo menos fora das cidades (à excepção de Edinburgo!). Socialmente prefiro um escocês bébedo a um inglês bêbedo. Quanto a compará-los enquanto sóbrios não sei, nunca os vi nesse estado, pelo menos nas voltas pelos pubs quando finalmente tenho disposição para socializar.
E que dizer de Aberdeen? O Palm Court Hotel onde fiquei uma noite era muito mais castiço do que o Hilton de Manchester do qual vos falei (mal) no último post. Para chegar ao meu quarto no Palm Court tive de escalar dois lances de escadas, depois virar à direita, palmilhar um corredor sem fim durante o qual tive que subir e descer uns quantos degraus, depois virar à esquerda, desviar-me à direita, subir mais dois lances de escadas, virar à direita, descer três degraus, subir três degraus, haaaa... sim, é aqui à esquerda, encontrei o 23! Apesar de ter incontáveis séculos de existência, o meu quarto perdido nos confins de um dos edifícios colados para criar o hotel estava bem restaurado e quentinho. E com uma casa de banho bem moderna. Para além da aventura que é chegar ao quarto, ainda poderia contar com uma "Murder Mistery Night" anunciada numa das fotos que podem ver acima. Não sei como organizam o jogo, mas parece-me interessante. Aposto que alguém acabará mesmo por ser assassinado pelo mordomo...

Quanto à cidade, uma desgraça. É a capital da exploração de petróleo offshore no Mar do Norte do Reino Unido, uma espécie de irmã da Stavanger norueguesa onde havia estado na semana anterior. E não tem nada de jeito. Posso estar a ser injusto, já que só lá passei umas horas como turista, as restantes a bulir. Mas pareceu-me que se trata de uma longa rua principal e pouco mais. Para salvar o fim do dia, nessa rua encontrei um bar bem engraçado: uma igreja transformada em pub, de seu nome Soul. Às quatro e tal estava ainda deserto. Pelas cinco e picos já transbordava de autóctones nos copos! A população feminina é que era um pouco troll, mesmo fotografada através dos espelhos entre colunas de madeira...

E comida? Eu votei nas roulotes, e não me arrependi. Não sei se era da fome, do facto de estar de taxi entre uma reunião e a próxima ou pela minha falta de confiança na comida escocesa, mas a verdade é que a refeição tailandesa servida na roulote que vos apresento e degustada no banco de trás do taxi é do melhor que me tem passado pelo goto! E eu sei do que falo...

Em Manchester? Nada para fazer a não ser comer...

Sempre que passo em Manchester fico com uma impressão de vazio... Ainda por cima no mês passado, tendo lá chegado depois de um festim de emoções em Amsterdão! Em Manchester, nada. Nada de interesse, diria, a não ser o futebol, claro, se tivesse tempo e dinheiro para assistir ao vivo em Old Trafford a algum jogo do Manchester United. O mais emocionante que por aqui aconteceu nos últimos anos foi a passagem do Cristiano Ronaldo pelo "Man U" e a inauguração recente de um mega-hiper-shopping que atrai multidões. Quarenta mil lugares de estacionamento, meu Deus... A cidade de Braga poderia ir lá toda ao mesmo tempo e ainda havia lugar para os de Ponte de Lima.

Desta vez poupei-me a bocejos e fiquei duas noites no Hilton do aeroporto, para evitar deslocações. O trabalho pôde ser feito quase sem sair do Hilton (bem mau, por sinal, pelo menos a comparar com o standard a que estou habituado nos Hilton na Gringolândia...), à excepção de um salto ali perto para uma visita rápida e um jantarinho na segunda noite na hitchockiana tasquita que vos apresento na foto: o "39 steps" perto de Wilslow, nos arredores de Manchester. Finalmente posso recomendar alguma coisa em Manchester!

Amsterdão em fotos. Finalmente...

Foi preciso chegar a 2011 para finalmente encerrar o capítulo Amsterdão, um fim de semana entre 10 e 13 de Dezembro último que só agora termina verdadeiramente, pelo menos na blogosfera. Chega de conversa, este post fica-se pelas fotos... Cliquem aqui!