quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
Um quarto com uma vista: Rio de Janeiro, seis da manhã
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27.2.08
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Brasil
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
A glorious morning
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19.2.08
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Inglaterra
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Bienvenidos a Houston, Texas!
Á parte o omnipresente espanhol (a pressão demográfica é de facto algo esmagador, só na cidade de Houston, 4 milhões de habitantes, estima-se que vivam 400,000 imigrantes Mexicanos ilegais...) e a confirmação dos hábitos necrofágicos dos abutres, pouco mais recolhi neste pulo-vou-num-pé-venho-noutro. Tenho umas fotos dos arranha céus de “down town Houston” (tiradas da “highway”), umas fotos dos principais monumentos do Texas, ou seja, as refinarias a perder de vista (tiradas da “highway”...) e também um sortido de semáforos, cartazes orientativos, camiões titânicos e pick-ups gigantes com condutores gordos: tudo tirado na “highway”! Talvez ponha o album no Picasa um dia destes, o mundo real também é feio e monótono de vez em quando... (nota posterior: já podem espreitar algumas fotos no Picasa)
Ah, ia-me esquecendo: abaixo a TAP! O voo Lisboa-Newark foi cancelado, embarquei com duas horas de atraso no voo seguinte, um avião raptado no Porto (era para ter ido directo e teve de apanhar as sobras de Lisboa...), perdi mais uma hora na pista da Portela encolhido no assento enquando arranjavam uma avaria na porta do porão, finalmente chegado a Newark já tinha perdido a ligação da Continental para Houston mas ia a tempo de apanhar o último voo do dia ainda disponível, não, seria bom demais, era um avião da TAP, amocha aí, mais uma hora parados na pista, desta vez em Newark, até nos darem uma porta para desembarcar... De cortar a respiraçã, hem? Tudo isto foi péssimo, não acham? Ainda não viram nada... Eu e a minha dor de costas já espumava quando os serviços da TAP em Newark me informaram que eu tinha mesmo acabado de perder o último voo para Houston, devido ao atraso no desembarque... Despejaram-me num hotel ranhoso no aeroporto, onde dormi 3 horas para apanhar o voo das 5:30 que a TAP me reservara. Reservara? Nãããooo, claro que o código de reserva que eu tinha no papel que a TAP me dera não era válida, a menina da Continental não me podia pôr no dito voo, nem no seguinte que também estava cheio, só no das 8:50 que já chegava tarde para a minha reunião em Houston! Inenarrável... Bem acabei por ter a sorte de, em lista de espera, conseguir arranjar um lugar no das 5:30, devido à desistência de outros passageiros. Agora ala, vou para o aeroporto de novo, até me arrepio a pensar que aventuras me esperam agora no regresso! Até breve.
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12.2.08
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Estados Unidos
O mico da Sentosa
Já agora um aparte para os meus amigos de Singapura: na foto do macaco podem ver, mais à esquerda, o que parece ser uma camera de vigilância video. Será? Alguém que passe na Tanjong Beach nos próximos tempos poderá tentar verificar antes de fazer figuras indecentes na praia... ;-)
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12.2.08
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Singapura
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
"Joga bonito" leva seis na pá...
Infelizmente não houve arte futebolística que nos safasse... Os adversários jogavam todas as semanas, eu por mim já não jogava desde que o Reagan era Presidente dos EUA (acho...) e todos os tugas apesar de darem uns toques jeitosos não estavam rotinados na coisa. Verdade se diga que quando entrei, para fazer miséria a lateral esquerdo, já havia 4 - 0, nada de histórias, por mim os putos adversários nunca passaram (acho que tiveram pena...). Bem, a verdade é que o campo, ali para os lados de Ang Mo Kio Ave 3, mais parecia um batatal. E não tinha balneários, nem um buraquinho para fazer uma mijinha, nem um bebedouro... Desde o Euro 2004 com os seus magníficos estádios que nós os tugas não papamos disto, falta de condições assim não, por favor! Bem, ficou a foto. Um dos que está na foto arriscou-se a ser preso e vergastado por em desespero de causa se ter aliviado, de cócoras e por uma nesga da perna do calção enquanto assobiava para o lado, quando estava no banco. Outro sorri alegremente, longe de saber que um par de meses mais tarde havia de partir uma perna noutro jogito deste tipo... E eu, bem, acho que posso tirar férias da bola durante mais umas décadas...
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28.1.08
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Singapura
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
A surpresa Persa
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21.1.08
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Irão
sábado, 15 de dezembro de 2007
Na terra de D. Laurinda
A minha passagem por Macau deu-se durante um fim de semana de Novembro, na sequência da visita a Hong Kong em Novembro. Foram apenas dois dias, mas com pouco sono e muito palmilhanço, que terminaram com o regresso a Hong Kong da mesma maneira em que cheguei: embarcado no super-rápido jet-foil que faz a ligação entre as duas Regiões Administrativas Especiais da China. No final tinha as pilhas bem embaixo mas a alma bem alimentada de imagens e de pessoas. Macau preencheu bem as minhas expectativas, com o prazer de ver tanta de Luso num local tão Asiático... Ver a minha Língua um pouco por todo o lado, desde a toponímia dos edifícios e ruas aos nomes das lojas e outros negócios, caminhar sobre calçada portuguesa ou beber uma Sagres ao almoço, empurrando uma espécie de carne de porco à alentejana, soube-me maravilhosamente bem.
Os Macaenses disfarçam bem mas fiquei com a sensação que o número daqueles de etnia chinesa que falam Português são mais do que eu pensaria. Claro que os taxistas não falam nada, nem Português, nem Mandarim, nem Inglês, provávelmente se lhes falaram em Cantonês também não percebem, só para ver se nos levam a dar a volta ao bilhar grande! Bem, vamos às imagens da Macau ensolarada e fresquinha (temperatura pelos 20 e poucos) que conheci em Novembro de 2007. Publiquei dois albuns no Picasa, um com imagens da cidade, outro com as pessoas e aspectos das suas vidas.
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15.12.07
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Macau
sábado, 1 de dezembro de 2007
Casa!
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1.12.07
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Portugal
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Um Natal de manga curta
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22.11.07
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Singapura
Rapidinha: a incrívelmente internacional Caldeirada a la Asteróide
Uma moça filipina acabou de me telefonar, a mim, inveterado nabo culinário, para eu lhe dar a minha receita de caldeirada. Empregada como “made” numa casa de família chinesa toda a semana, quer cozinhar o meu prato esta noite para os seus patrões chineses... Meu Deus, é a minha coroa de glória!
Este é o único prato de minha invenção (é uma caldeirada sui generis...) e de facto consigo servi-lo para geral satisfação e aprovação dos raros convivas que já o provaram (eu sozinho em casa, por exemplo, como terapia no final dos dias mais acelerados, ou a minha cara metade e os meus miúdos quando de 3 em 3 meses estamos juntos!). Num famoso convivio tuga aqui em Singapura há uns meses, no Les Chameaux Bar, a minha caldeirada aguentou estoicamente o embate com uma feijoada maravilhosamente confeccionada por um casal de amigos aqui também desterrados e toda a malta gostou (venham de lá os comentários ao post, ó companheiros tugas de Singapura, sempre quero ver se andam a ler isto...).
Estou mesmo orgulhoso... Bem, orgulho à parte, não esqueci que ainda vos devo o relato das minhas andanças em Macau. Espero conseguir pôr-me em dia até ao final do fim de semana... Até porque para a semana volto a voar de encontro a mais um destino exótico!
A foto: a caldeirada à Singapurense em 2019, ainda vivinha da Silva.
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22.11.07
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Singapura
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
Hong Kong, último episódio...
Para nos movermos mais rápido em Hong Kong há que palmilhá-la cá por baixo, a norte, nunca muito afastado do Victoria Harbor, a costa virada para Kowloon. É nessa franja que se concentram os maiores arranha céus, os centros comerciais e as principais artérias por onde se pode rápidamente navegar no eixo Leste - Oeste, apanhando o tram, o metro (a Island Line, que não experimentei) ou a pé. Uma alternativa também fácil é caminhar de edifício em edifício com um certo desafogo usando as passadeiras superiores que os unem, apanhando às vezes os passeios cá embaixo quando a vista vale a pena. Mas para "mergulhar" devidamente em Hong Kong há que penetrar para Sul, logo que chegamos à vertical de uma zona que vale a pena explorar. Para Sul a cidade sobe e adensa-se em ruas estreitas, cobertas de cartazes e anúncios, de lojas, de venda ambulante em muitos zonas, de bares e restaurantes noutras. Aqui ou ali encontram-se pequenos oásis de paz ou de espaço, como o Hong Kong Park no Central District, o Victoria Park mais a Leste em Causeway Bay ou o templo de Man Mo, no Western District, não longe do meu hotel. Destaco o que em Hong Kong mais me fascinou: subir ao The Peak (Victoria Peak), do qual já falei em posts anteriores, a 396 metros de altura e com uma vista fabulosa sobre a cidade, visitar a mini-feira da ladra de Cat Street, nas imediações de Hoolywood Road e usar o escalator, sobrevoando o bulício de Hong Kong até chegar ao SoHo para comer algo num restaurante castiço. Bom, vejam mas é o álbum...
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19.11.07
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Hong Kong
Transportes em Hong Kong: algo de "dejá vu"...
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19.11.07
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Hong Kong
sábado, 17 de novembro de 2007
Arranhando os céus em Hong Kong
Claro que umas das imagens mais conotadas com Hong Kong são os seus arranha-céus... E merece a fama, pois rodando desde os 420 m do IFC2 (inaugurado em 2003, com direito a um honroso 6º lugar na hierarquia mundial dos arranha céus) até às formas arrojadas do Bank of China, o pescoço passa o tempo a contorcer-se para conseguir apreciar devidamente a visão. Os panoramas de conjunto, com o Central District da Ilha de hong Kong visto do outo lado do canal (de Kowloon) ou do alto do The Peak merecem bem a visita por si só! Ficam as imagens, algumas repetidas dos mesmos edifícios mas em vários ângulos... Quem estiver em Hong kong com uma câmera fotográfica nas mãos sente-se como um fotógrafo de moda liliputiano rodeado de dançarinas de aço e vidro vestidas... Gostaria de ir a Nova York, que não conheço: um marujo americano que se cruzou comigo num eléctrico disse-me que desde as "caves" das ruas fumarentas até ao topo dos arranha céus Hong Kong lhe fazia lembrar New York!
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17.11.07
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Hong Kong
Lisboa, 29 de Janeiro de 2006
Singapura? Hong Kong? Vietname? Malásia? Indonésia? Macau? Angola? Cuba? Tailândia? Brasil? Não, na maior parte dos momentos quero mesmo é estar em casa, em Lisboa, mesmo que neve! Esta foto é do famoso 29 de Janeiro de 2006, quando nevou em Lisboa pela primeira vez em mais de 50 anos. Foi poucas semanas antes de eu marchar para Singapura...
Peço desculpa por este momento de saudade... O programa voltará a Hong Kong dentro de momentos...
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17.11.07
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Portugal
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
O caldeirão humano de Hong Kong

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16.11.07
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Hong Kong
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
Atribulações de Batman em Hong Kong
Claro que as filmagens do Batman em Hong Kong foram motivo de muito zumzum nos jornais, e no dia seguinte às fotos que tirei surgiu o cartoon que também partilho convosco... Nem o Batman se safa no meio da esmagadora Hong Kong!
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14.11.07
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Hong Kong
Da Legolândia para Gotham City
Quando vos falo de Hong Kong refiro-me apenas à metrópolis que se aninha na costa norte da ilha de Hong Kong, no sopé do The Peak. O território completo da Região Administrativa Especial (RAE) de Hong Kong é bastante maior que eu esperava, maior mesmo que Singapura (1042 Km2 contra 682 Km2). No post anterior podem comparar os mapas de ambos os territórios e saber detalhes sobre cada país clicando nos mesmos. Na realidade a RAE de Hong Kong inclui até zonas com campo e praia, tanto na costa Sul da Ilha de Hong Kong como em vastas áreas dos Novos Territórios, a Norte da Ilha e ligando com a eufemisticamente chamada “main land” (a China...). Hong Kong, como Macau, pertence à China desde 1997 (Macau desde 1999) mas ainda goza de um estatuto de autonomia especial durante 50 anos, mantendo uma identidade muito forte. Usam o termo “main land” de forma semelhante ao termo “continente” usado pelos Portugueses das ilhas Atlânticas.
Para quem vem de Singapura, um paraíso urbano todo arranjadinho, espaçoso e verdejante mesmo sob a sombra dos arranha céus (onde os há), a primeira impressão quando se “mergulha” em Hong Kong é esmagadora... Esta metrópole é em muitos aspectos considerada semelhante a Singapura (em dimensão, história – passado Britânico, pujança económico-financeira, população maioritáriamente de etnia chinesa). Mas na realidade são dois espaços completamente diferentes! O título deste post diz tudo: se Singapura parece a Legolândia (ouvi este paralelismo da boca de uma senhora Portuguesa em Macau, que aprecia mais a confusão de HK que a paz de Singapura...), Hong Kong faz lembrar Gotham City! O espaço entre arranha céus é muito mais diminuto, as ruas mais sujas e cheias de população, lojecas chinesas a vender de tudo por todo o lado, becos e ruelas entalados entre gigantescas paredes, sobrevoados por passadeiras aéreas que ligam os arranha-céus, onde milhares de pessoas se fazem às suas vidas sem repararem que estão num autêntico filme... Por falar em filmes, o título Blade Runner também me ocorre de vez em quando, aquela noção de cidade multi-nível onde os píncaros de aço e vidro rebrilhante albergando uma população sofisticada contrastam com as profundezas fumegantes onde seres barulhentos andam aos encontrões no meio do labirinto de lojas, tascos, vendas ambulantes...
Bom, é só uma primeira impressão! Vou digerindo as fotos e relendo as notas do meu Moleskine para em breve vos dar mais detalhes...
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14.11.07
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Hong Kong,
Singapura
Vamos todos reclamar a Pedra Branca!
Tal é o nome (tal e qual o escrevo, em bom Português!) dado a uma ilhota que pouco mais é que um rochedo granítico, onde só cabe um farol, erigido pelos Ingleses no século XIX. Os Portugueses baptizaram o rochedo no inicio do Século XVI (vejam este artigo na Revista da Armada). E Pedra Branca ficou por alva ser a côr do guano ressequido deixado por muitas gerações de aves marinhas que abundam por aquelas bandas...
E cá está a solução: mandar imediatamente uma comitiva Lusitana a Haia (vai dar um particular gozo fazê-lo debaixo do nariz dos Holandeses...) e reclamar a Pedra Branca para a nossa bandeira perante o TIJ! Resolvido o assunto, trocaremos a metade da ZEE que perderemos com a “libertação” da Madeira (e com a nossa “libertação” dos furúnculos que mancham o Estado Democratico em que gostamos de viver) por uma outra, muito maior! Uma faixa de umas milhas valentes de largura, saindo do Algarve para cruzar o Mediterrâneo, passando o Suez (passava a ser nosso, claro, temos jeito para portageiros...), o Mar Vermelho (finalmente vou poder dar uns mergulhos de jeito em águas nacionais!), roçando a Peninsula Arábica de forma a catar um terço das reservas de petróleo offshore do mundo, continuar pelo Índico até ao Mar de Andaman, meter pelo estreito de Malaca (a nossa vocação portageira seria aqui exercida pela 2ª vez, 500 anos depois!), passar ao largo de Singapura e, finalmente, chegar à nossa nova possessão. Já estou a ver a nossa bandeira a flutuar no farol da Pedra Branca!
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14.11.07
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Portugal,
Singapura
terça-feira, 6 de novembro de 2007
Cromos de Koh Lanta
Koh Lanta está situada na costa na costa Oeste da Tailândia (o mar de Andaman, já parte do Oceano Índico) mas a Leste das Phi Phi e de Phuket. Só em 1996 ficou ligada à electricidade. No mesmo ano inaugurou-se a ligação por ferry para carros entre o continente e as duas ilhas principais que compõem este distrito da província de Krabi (ambas as travessias não são mais que umas poucas centenas de metros...). Um clã de Chao Ley (os "Ciganos do Mar") ainda habitam estas paragens, tentando preservar os seus costumes antigos, mas a população de hoje é uma mistura de Tailandeses budistas e muçulmanos, chineses, malaios e... Suecos! Estes últimos dominam o desenvolvimento recente do turismo nesta zona. Não sei porquê, o que é que os trouxe, mas práticamente colonizaram Koh Lanta! Os Vikings são donos dos resorts, das empresas que organizam os mergulhos, têm restaurantes Suecos, escolas Suecas. E tal como os chalets suiços dos nossos imigrantes quando regressam a Portugal, aqui os Suecos gostam de viver sobre telhados zincados preparados para a neve, em vez de usar a magnífica arquitectura rural Tailandesa!
Cheguei numa quinta-feira à noite a Krabi, capital de provincia, com um casal amigo. Krabi fica a norte de Koh Lanta e tem um aeroporto novo para escoar os números crescentes de turistas (começa a ser uma alternativa a Phuket, do outro lado do golfo). Voámos para lá na Tiger Airways por pouco mais de 100 euros cada. Um motorista do resort apanhou-nos e demorou duas horas e os tais dois ferries para nos despejar finalmente, pelas 1.30 da manhã, no Noble House resort na Klong Dao Beach, na ilha de Koh Lanta. O resto foram 3 dias de mergulhos no Índico, ao largo de Koh Lanta. Saíamos de manhã pelas 8 da manhã e estávamos de volta pelas 4 da tarde. Mas ainda deu para um relax de vez em quando na piscina, duas doses de massagens na praia e uns copos num bar "rasta" surreal! Espreitem o album “Koh Lanta a seco”... E não se esqueçam dos albuns “Peixes” e “Divers”!
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6.11.07
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Tailândia
domingo, 4 de novembro de 2007
O choque dos Mundos aplacado por Buda: a feérica Bangkok
Bangkok é também a cidade de todos os meios de transporte: chega-se de avião, apanha-se o taxi para o hotel, usufrui-se do moderno metro para visitar os mercados dos arredores, sobrevoando a cidade em viadutos futurísticos ou mergulhando no seu subsolo, apanha-se o barco de carreira para avançar umas paragens rio acima (o Chao Phraya, verdadeira artéria da cidade), salta-se para uns barquitos tipo gôndolas motorizadas para percorrer os canais da labírintica Bangkok “profunda” e, last but not the least: o tuk-tuk! Claro, aqueles triciclos de motor a dois tempos que enxameiam as ruas e que por 20 ou 40 bats (50 cêntimos a 1 euro...) nos levam por todo o lado. Até de graça nos carregam, acho, se os deixarmos arrastarem-nos pelas lojas de Bangkok que lhes pagam comissões!
Os Tailandeses são de uma simpatia desarmante, em geral. Há sempre um sorriso, mesmo que seja o de um condutor de tuk-tuk a fazer-se despercebido para nos despejar num alfaiate manhoso, numa rua esconsa... A limpeza das fardas escolares contrasta com os farrapos dos mendigos, da mesma maneira que os shopping centers de Rama I contrastam com as barracas nas margens dos canais.
A densidade de templos em Bangkok é impressionante. E no coração de Bangkok, no ponto da margem do Chao Phraya onde encontramos o complexo do Grande Palácio Real, a riqueza dos edíficios e dos seus conteúdos é fabulosa... Mas não só. Um pouco por toda a cidade, desde o Golden Mount Temple no topo de uma colina com vista magnífica até ao Buda Dourado (5 ton de ouro maciço...) escondido num templo algures numa rua mais perdida, os pagodes sucedem-se e os dourados ferem-nos a vista.
Um conselho: se forem a Bangkok façam como eu mais a minha companhia: esfalfem-se nos mercados, sacudam-se de barco pelos canais, dêem cabo dos pés a calcorrear templos e, quando estiverem bem derreados e suados, vão usufruir do chá das cinco no The Authors Lounge do Oriental Hotel. É chegar ao céu. O chá de primeira, os scones a babarem manteiga derretida e compota caseira, a terrina cheia de bolinhos, tudo a ser saboreado ao som de uma guitarra clássica tocada ao vivo, suavemente, no sítio onde Conrad em 1888 ou Sommerset Maugham em 1923 já beberricaram o seu chá...
Espreitem por partes a Cidade, as Pessoas e os Templos nos albuns que publiquei no Picasa online.
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4.11.07
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Tailândia
A Grey Area da Gay Law: uma Guterrada em Singapura...
Em Setembro, decorridos 23 anos desde a última revisão do Código e após um período de reflexão e “debate” (interno...), o Governo anunciou as revisões feitas ao Código Penal que se julgaram necessárias. Uma muito esperada decisão seria a eliminação da aberrante Secção 377A. Muitos activistas, nos jornais e na net, homosexuais ou simplesmente cidadãos mais evoluídos que o grupinho de retrógrados que o Governo não quer ofender, clamaram pelo fim da hipócrita lei. Mas os abaixo assinados e cartas ao Primeiro-Ministro não resultaram: a 18 de Setembro os jornais anunciaram as revisões e a 377A lá continuava...
O brado de revolta que se seguiu, sem se comparar com alunos a baixar as calças à frente de Ministros ou polícias a brincar aos bombeiros como em Portugal, foi invulgarmente sonoro para os padrões de Singapura. Nos jornais e na internet, mais fielmente esta última, muito boa gente “cascou” forte e feio na falta de coragem do Governo. Ao ponto de o Primeiro Ministro Lee Hsien Loong ter que vir fazer um discurso para aplacar as massas, uma verdadeira pérola ao melhor estilo uma-no-cravo-outra-na-ferradura dos tempos do nosso PM Guterres. A mensagem de Lee foi bastante simples: mantiveram a Secção 377A porque em Singapura ainda existe uma “maioria conservadora” que não aguentaria tais mudanças (não sei como é que o PM mediu a dita “maioria”). No entanto não se esforçarão por implementar a Lei! É a chamada “Grey Area”: faz de conta que a Lei existe mas para efeitos práticos não se aplica... Dito pelo PM de Singapura: 'If we force the issue and settle the matter definitively one way or the other, we will never reach an agreement... Instead of forging a consensus, we will divide and polarise our society', explicou Lee!
A imagem que ilustra o post foi retirada de um dos blogues que se dedicaram ao tema. Podem ainda espreitar o teor da mensagem do PM Lee. Ou o site do mais barulhento movimento pelo Não ao 377A.
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4.11.07
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Singapura
sexta-feira, 2 de novembro de 2007
Safari Tailandês... a 18 metros de profundidade
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2.11.07
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Scuba,
Tailândia
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
Fleur...
Logo à noite embarco para a Tailândia, onde nos próximos quatro dias vou voltar aos mergulhos... Por aquelas bandas de Koh Lanta (uma ilha a Sul de Krabi, não longe das Phi Phi, na costa Sudoeste da Tailândia) não há cá internet, pelo que os vou deixar por uns dias. Depois conto, prometo. E tentarei também partilhar outras voltas anteriores na Tailândia: Bangkok, Phuket, Phi Phi... Entretanto visitem lá as orquídeas em http://picasaweb.google.com/Galargus/SINGAPURAAsOrquDeas...
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25.10.07
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Singapura
Bebendo Chateau Pichon-Longueville Comtesse de Lallande 1982 sobre as Ílhas das Especiarias
Foi o voo SQ380, que deixou o aeroporto de Changi em Singapura pelas 08:00 da manhã de hoje para chegar pelas 17:25 a Sydney. Curiosidades banais assinaladas pela Singapore Airlines: a idade dos passageiros vai dos 10 meses aos 91 anos, o nome mais comum é David, 70% deles são homens. Os Australianos são o maior grupo, seguidos dos Singaporeanos. Não tenho registo de nenhum Tuga... Os passageiros da primeiríssima classe (as tais suites...) vão ser mimados com os vinhos mais sumptuosos do século, como D. Pérignon Rosé de 1996 ou o Chateau Pichon-Longueville Comtesse de Lallande 1982.
Como habitante destas paragens não poderia deixar de assinalar o evento, uma vez que aqui em Singapura os media andam a gabar-se do feito há muito tempo e com especial zelo hoje! A fanfarra começou a tocar no dia 15 de Outubro, com a entrega oficial do bicho à Singapore Airlines e tem continuado por tudo e por nada. Infelizmente não vos posso presentear com um relato escrito a bordo, porque para onde o bicho vai não tenho clientes...
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25.10.07
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Singapura
terça-feira, 23 de outubro de 2007
For Ladies and Couples only: ir à praia em Singapura
Garanto-vos que as praias de Sentosa, embora de água turva, são bem agradáveis para se estar e beber um copo. Areia branca, palmeiras, boas vistas. Excepto no horizonte, claro está, coalhado de petroleiros, porta contentores, cargueiros... Vão lá ver o album de fotos, vale a pena.
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23.10.07
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Singapura
Adalberta
No entanto o Asteróide 330 existe de facto! De acordo com a Wikipédia, o Asteróide 330 dá também pelo nome de Adalberta. Este asteróide foi descoberto em 2 de Fevereiro de 1910 por Max Wolf e é um asteróide da cintura principal, a 1,8431621 UA. Possui uma excentricidade de 0,2531697 e um período orbital de 1 416,13 dias (3,88 anos). E tem uma velocidade orbital média de 18,95928385 km/s e uma inclinação de 6,75423º! O que quer que seja isto... Se quem está a ler este blog tiver uma queda para a astronomia pode espreitar em http://pt.wikipedia.org/wiki/330_Adalberta. Se quiserem discutir este tema comigo podem visitar-me, é só seguir o mapa da imagem!
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23.10.07
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sábado, 20 de outubro de 2007
Festa em Malaca: Bong Natal e Bong Anu Nobu!
O cheirinho a Portugal ainda lá está. “Bong Natal & Bong Anu Nobu” são os votos à entrada da Vila Portuguesa, apesar de já terem passado três meses das Festas na altura em que passei sob este arco. O sotaque destes votos faz-me pensar que os colonizadores do século XVI devem ter vindo todos do Norte, carago...
No album de fotos em http://picasaweb.google.com/Galargus/MALSIAMalaca, com legendas e tudo, podem ficar com uma ideia de Malaca, desde o Sr. Pedro do restaurante Lisboa na Vila Portuguesa até às ruínas da fortaleza A Famosa erigida por Afonso de Albuquerque.
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20.10.07
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Malásia
O Louro de Bukit Timah
Pois hoje é que foi! Lá estava o Louro de novo, um pouco tímido mas muito mais falador. Durante uns 5 minutos deixou-se fotografar e filmar. Consegui gravar um pequeno filme com um recital de estalos e assobios bastante notável... Depois lá foi à vida dele, mal sabendo que ficaria famoso aqui neste blog, que daqui a 3 anos já terá sido visto por pelo menos 16 pessoas, algumas repetidamente!
Já agora deixem-me que vos diga que Singapura consegue apresentar uma vida selvagem bastante razoável, apesar da sua condição eminentemente urbana. Já não há tigres (já houve...) mas nas zonas ainda preservadas de floresta há cobras em barda, macacos e uns lagartões verdes para aí de metro e meio... Os macacos e os lagartões podem mesmo ser vistos de vez em quando a aventurarem-se em jardins e outros locais menos remotos. Os macacos são particularmente abundantes aqui na minha zona, seguindo pela estrada que passa à porta do condomínio até entrar bem dentro da floresta. Para além destes exemplos há os casos extremos, eventualmente fugidos a algum dono: o Louro da Marquise (bem, talvez não tão extremo...) e uma piton de 3 metros e e meio que ficou famosa o ano passado, aparecendo nos jornais por ter estrafegado até á morte um cãozinho pela trela passeando, dentro de um condomínio aqui ao pé! E fugiu, o raio da cobra...
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20.10.07
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