sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Uma manhã decente

É bom despertar assim, antes de ir para o trabalho, como fiz esta semana. Em vez de rumar ao aeroporto, vegetar em hoteis ou jantar em stress a falar linguas estranhas em lugares remotos... Talvez para a semana me dê o nervoso miudinho, mas as raríssimas semanas em que o Asteróide não entra orbita sabem muito bem, principalmente no Verão. A rega liga, os cães festejam os donos que saem da toca, eu mergulho e o sol brilha. Um autêntico concerto!

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

A banhos

Nas férias o asteróide descansa... Fica esta imagem das Espanhas, para as bandas de Punta Umbria, na fronteira com o Parque Natural de Doñana. O melhor é que vim para aqui de carro! Até breve

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Takkadinho!

O meu estado? Furioso, como a senhora da foto que tirei esta manhã a caminho do aeroporto de Oslo. Cinco horas, o atraso do voo da TAP... Takk para a TAP! Porra para os gajos, nem um sms, um email mandam a um gajo. Em vez de passar o dia no aeroporto podia ter ficado em Oslo mais umas horas. Agora estou para aqui no lounge da SAS, sem saber se me hei-de enfrascar com o Cuvée 'Jean-Paul', um 'rouge' franciú de 2011 ou um também jovem 'Punto Niño' um Pinot Noir Reserva 2011 do Chile. Fonix prá crise!

Já agora, Takk é sarcasmo... Takk é obrigado em nórdico... O que quero dizer à TAP é 'obrigadinho' por tomarem conta dos clientes frequentes, que voam todas as semanas com v.exas. e a quem não se dignam a comunicar os atrasos. Da British ou da Air France recebo emails, sms, ou o que for para me manter ao corrente, fazerem-me o check-in, mudarem-me a fralda se for preciso. A porra da TAP nada. Nem respondem às reclamações. Nem sabem de nada quando se liga para eles, como há pouco. O que me enfurece mais é que gosto de voar TAP. Sinto-me em casa. E falham naquilo que custaria menos fazer, um pouco de atenção evitaria (com custo muito baixo) que os clientes se passassem! Por vezes basta um idiota nas organizações para estragar tudo, e quem toma conta do Programa Victoria e da fidelização e tratamento dos clientes deve andar a dormir ou a fumar alguma coisa ilegal...

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Dez graus?!

Grumpf... Estou de manga curta pá! Raios partam o São Pedro, ou o Odin, ou lá quem manda lá no Norte para onde vou hoje. Até já.

terça-feira, 24 de julho de 2012

O perfume dos Três Reis Magos à sombra da catedral num dia de Verão romano

Finalmente o Verão chegou à Europa. E não me refiro à "jangada de pedra", o cantinho ibérico onde mais coisa menos coisa é sempre Verão, até no Inverno... Estou a falar da Europa quase-Central, mais propriamente a Colónia na Alemanha por onde passeei ontem sob um fim de tarde com 28C e sol a rodos. Até poucos dias atrás chovia e fazia frio, como na Noruega, França ou (claro...) Inglaterra por onde tenho andado desde Junho. Mas eis que o São Pedro se lembrou deste sítio, muito oportunamente diria eu.

A catedral de Colónia, o mais afamado ex-libris do burgo, continua gigantesca e imponente como sempre, tal como recordava de uma anterior visita muitos anos atrás. Desta vez tive tempo de calcorrear os arredores, metendo pela Minoriten Strasse em direção à cosmopolita Breite, uma via essencialmente pedonal cheia de comércio. Depois à esquerda pela Zeppelin Strasse, até à Neu-Markt, centro de onde irradiam as principais artérias de comércio. Retornando para Leste pela Schilder até à Hohe Strass e acompanhando esta de volta à catedral, mais não fiz do que pisar o que antigamente era a principal via romana desta cidade milenar. Para rematar, uns minutos à beira do Reno, ali mesmo por trás da catedral. Eu e mais uma multidão, espojando-se na relva ou coalhando as inúmeras esplanadas.

O título? Bem, o título resume a cidade: é mesmo aqui que os ossos dos três Reis Magos (ou pelo menos tidos como tal há mais de mil anos quando trouxeram tais relíquias de Milão) repousam, à sombra da catedral onde são guardados, num relicário preciosíssimo. As origens romanas da cidade e o facto de aqui se ter inventado a N.4711 (aka àgua-de-colónia, obviamente...) compõe o ramalhete. Deixo de lado a quinta associação mais habitual a Colónia (a sua destruição pelos bombardeamentos aliados de 1945), por ser triste. E o facto de o Petit do Benfica ter vindo jogar para o clube local (porque não cabe no título...). E pronto, estão vossas excelências servidos de mais uma lição expresso de turismo de aviário! Se quiserem saber mais, Google nisso... Ou comprem um guia de bolso como eu...

PS: em vez de uma foto da catedral vai esta da casa mãe do 4711. A catedral não cabe toda na foto e ainda não percebi como postar mais de uma foto no blog usando o email do iPad...

domingo, 22 de julho de 2012

O Shire


Passar esta semana passada à chuva em Bolton foi pouco surpreendente. O que foi uma surpresa foi descobrir que, passados uns meros dez minutos de condução a partir do meu hotel no centro, chegamos ao Shire. Bem, neste caso é o Lancashire, mas tive a sensação que a qualquer momento poderia ver um hobbit a saltar detrás de uma colina verde... Apesar da chuva e do lusco-fusco das nove da noite, percebi que o Reino de Sua Majestade não pode ser só uma fonte de anedotas meteorológicas. Fica esta vénia de um viciado do Tolkien aos verdes campos da Velha Albion, com os seus mémés, as suas pedras antigas e as carripanas do leiteiro a passar ao longe...

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Up in the air

Sem dúvida que o George Clooney tem muito melhor aspecto que eu. Mas não sei se tem mais milhas... Refiro-me à personagem do filme em título. Que seguramente não regressava com tanta alegria, milhas à parte. Não é uma alegria que irrompa como suspiro de alívio, de todo, porque gosto de fazer o que faço e o que faço espalha-se por muito sítio. Torna-se até num vício.... Não é por me cansar de voar.É bom regressar, isso sim, por quem me espera. Regressei centenas de vezes, e não me canso. Muitas dezenas de vezes por ano olho pela janela como agora e fico feliz por voltar aos meus.

Tráfico

Em Ciudad del Carmen o combate ao tráfico é incansável. Eu como viajo leve não me preocupei, mas o resto da malta teve de ver o sabujo da foto a cheirar as malas antes de as colher do lado de cá do vidro. Pode ter sido impressão minha, mas acho que a dada altura vi o rafeiro alçar a pata para se aliviar...

quinta-feira, 12 de julho de 2012

O meu primeiro vulcão

Na realidade o título correcto seria 'o meu primeiro vulcão activo', pois outros ouve por onde passei (no pico do Pico até dormi ao relento...) enquanto dormiam a sono solto. Mas um vulcão adormecido é só uma montanha, uma majestade destas em preparos como o da foto é outra coisa completamente diferente.

Apresento-vos portanto Sua Majestade Popocatépetl. Fotografei Sua Majestade ontem. Não é propriamente o tipo de companhia esfumaçante que se pretenda ter a umas dezenas de quilómetros de uma mega cidade. Mas a Cidade do México, que acabara de deixar ontem de manhã para voar aqui para a Ciudad de Carmen, tem mesmo de se conformar. O Popocatépetl voltou a acordar e acho que nem reparou nos milhões de minúsculos humanos que se afanam nas imediações...

domingo, 1 de julho de 2012

O que cresce naqueles campos...

Oslo desta vez foi uma maçada. O magnífico Flytoget, o comboio rápido que me liga num instante do aeroporto à cidade, com wif-fi e tudo, fechou para obras. Até 6 de Agosto a malta tem de apanhar o autocarro. Ainda por cima não me deixou onde queria, na estação do National Theater de onde a pé sempre consigo rolar com o meu trolley até um dos meus hoteis habituais.

No entanto nem tudo foi mau: com o autocarro as vistas são melhores (embora o reflexo do vidro dê cabo das fotos à mesma...). Foi assim que descobri que os Noruegueses se dedicam agora a um novo tipo de agricultura... Palavra!

O espírito da paz

Nada como Oslo para ser tocado pelo espírito da paz. O momento já era propício. Na terça-feira da semana que passou deambulava pelas "docas" de Oslo, a Aker Brygge, enquanto esperava por uns colegas para jantar. Como sempre os bares e restaurantes estavam cheios. Claro, é Verão, o sol da meia noite, o "calor", dirão vocês. Mas garanto-vos que já estive por aqui em todas as estações, e no Inverno está à pinha também, mesmo com treze abaixo de zero! E a malta foi de bicicleta. nessa noite..

Mas voltemos ao espírito. Tinha acabado de fotografar o Noble Peace Center, no extremo da Aker Brygge e quando me chego à beira do cais vejo, muito apropriadamente, o Navio da Paz. O dito paquete é a forma assumida por uma ONG japosesa que se dedica a promover a paz pelo mundo, navegando contra os canhões um pouco por todo o mundo. Fiquei nesse momento com a certeza que os seus esforços estão a resultar, pois no momento que me preparava para o fotografar eis que surge um magnífico arco-íris, abençoando o Peace Boat e aqui o fotógrafo. Reparem, reparem do lado direito: é mesmo um arco-íris, daqueles que sempre desaparecem antes de serem fotografados! Senti-me tocado, de facto... Mas eram os meus colegas, finalmente chegados ao ponto de encontro. Cheios de sede!

Um quarto para as dez da noite



Estava frio pois, um ventinho com sabor a Novembro... No entanto mais Verão não podia ser. Estava em Stavanger, na Noruega, na passada segunda-feira. Pouco depois do solstício de Verão portanto. Após jantar junto ao porto, à beira de uma enseada iluminada pelo sol das um quarto para as dez da noite, os dez graus de temperatura pareceram um preço aceitável para pagar pelas fotos que partilho. Desde a ave peralta até aos frequentadores dos bares e restaurantes, passando pelo Tuga que vos escreve, ninguém ficou sem sorrir perante o solinho que fazia...

Road to hell

O título é exagerado. Lá por o Norte de Inglaterra ser um local de trabalho habitual não quer dizer que odeie o sítio. O trabalho e os colegas que encontro por Bolton acabam por compensar a metereologia atroz que, essa sim, faria juz ao título... Quanto orbitei por aquelas bandas, semana e meia atrás, não deixei no entanto de capturar a imagem da foto.  Pela enésima vez refastelava-me no banco de trás e e olhava para chuva todo o caminho de Manchester para "o lugar que ninguém diz o nome, com medo que chova ainda mais". Pela 666...

quinta-feira, 7 de junho de 2012

De onde eu sou

Gosto de fazer órbitas pelo planeta. Mas quando regresso... Quando me sinto de volta... Hmmm...

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Porra para a greve dos controladores aéreos...

E muito mais não digo. Estou chateado, zangado, revoltado. Não consegui perceber a razão da greve, e custa-me a entender que seja possível dar cabo da vida de milhares de pessoas em nome de uma 'liberdade' destas. Façam manifs, puxem pela imaginação, mas não nos deixem na porra do aeroporto de Heathrow a olhar para esta paisagem horas a fio! E com requintes de malvadez: fazem a greve às quintas e sextas para os Tugas que querem trabalhar trabalhem ainda mais, a disparar emails pelos lounges desse mundo, em vez de voltar para casa e abraçar a família. Ao menos para a próxima façam greve à segunda, pronto, fica despachado, e pelo menos a malta fica presa em casa, não no pior aeroporto do mundo...

domingo, 22 de abril de 2012

Bem-vinda, D. Primavera!



Quando se lembra, o Asteróide procura uma boa imagem ou desculpa para assinalar a passagem das estações. Pode ser o encerrar do Verão já por Outubro a dentro, ou um cachorrito a nadar num mar de folhas de tons alaranjados e vermelhos, uma folha de vinha acabada de nascer ou qualquer outra marca da partida de uma estação ou chegada da próxima. Mas este ano está difícil. O São Pedro baralhou-se e a Primavera está envergonhada. Apesar de já estarmos no final de Abril a nossa vinha só agora apresenta uns rebentos a deixar entrever algum verde (a poda também foi tarde, diga-se em abono da verdade, porque a malta aqui estava com medo de geadas tardias que lhe dessem cabo da produção). Na parreira da pérgula nem uma só folhinha da videira selvagem se apresentou ao serviço, por enquanto. Depois do "Verão" de finais de Março, a Primavera, preguiçosa, faz-se rogada.

Hoje o tempo está farrusco e não está propriamente calor mas, de repente, olhei em volta e vi a Primavera. Apesar dos verdes em falta, outros já chegaram em força. O ar já se enche de sons da passarada, as minhas sebes verdes escuras estão cheinhas, o plátano já faz ouvir o seu múrmurio verde ao ritmo do vento e, espanto, de repente a macieira está bem florida! Apesar de aparecer tão mansamente, não quero deixar de cumprimentá-la: seja bem-vinda, D. Primavera!

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Cochicho a la française

Na última noite cheguei pela meia-noite ao hotelzito perto do aeroporto de Toulouse onde pernoitei. Ou seja, onde fiz uma sestinha de quatro horas e meia antes de pôr os pés ao caminho para Bezier, a duas horas de carro hoje de manhã (não tenham demasiada pena de mim porque já estou no meu poiso habitual em Barajas, Madrid, o balcão das tapas - "entretapas" se llama... - no meio da zona J). Mas voltando ao cochicho: merece ficar para a posteridade aqui no Asteróide como simbolo de um dos meus lemas preferidos: as aparências iludem.
O cochicho esmagou-me à primeira vista. Depois de Marriots na Tailândia ou dos enormes quartos de Sheratons um pouco por toda a América (ou na Barra da Tijuca no Rio, hmmm...), passando pelo Hyatts de Singapura, eis-me enterrado no cu de judas em França no quarto de meio metro quadrado (bom, talvez um pouco mais...) que partilho aqui na foto. Nem cabide para as camisas, nem (claro) ferro de engomar, nem... Enfim. Duas mini liteiras onde um gajo grande teria de fazer equilibrismo sonambulo para dormir sem cair, uma sanita, duche e lavatório espetado no meio disto tudo, como podem ver.
Mas... Para o que eu precisava naquele momento de exaustão foi perfeito. Internet super rápida para sincronizar o meu lotus sem chatice nem códigos, um duche acanhado mas óptimo (nem sabem como isto é importante para um gajo que passa metade das noites em hóteis...) e, espectacularmente, duas fichas para carregar os gadjets na cabeceira (a mesma onde queremos o ipad para ler à noite e o blackberry para acordar de manhã), coisa raramente vista em qualquer hotel, por muito luxuoso que seja.
Foram quatro horas muito produtivas.

Ser stkitts&nevisense

No início do mês, após preencher o IRS online, fiz a simulação da praxe para saber o que o meu Ministro das Finanças quer de mim. Numa fracção de segundo deu-me uma avassaladora vontade de ser um stkitts&nevisense. Naquela altura não soube dar um nome ao sentimento que me assolou. Mas depois de ler avidamente o anúncio que aqui partilho, ontem ao jantar no lounge da British Airways em Heathrow, percebi que o que me deu vontade mesmo naquele momento foi ser um stkitts&nevisense... Fiquei a saber que adquirida essa nacionalidade, munido de passaporte de St. Kitts & Nevis e tudo, deixo de pagar impostos. Nem sobre os rendimentos, nem sobre os ganhos de capital e muito mesmo imposto sucessório. Se lerem o recorte ficam a saber que nada disto é impossível: basta comprar uma casinha na pitoresca micro-nação caribenha pelo valor mínimo de 400,000 dólares. Ou oferecer de 250,000 a 450,000 dólares para caridade, conforme a dimensão da prole que trazemos comnosco. A partir daí acabou-se o assalto. Com o nosso novo passaporte, como stkitts&nevisense podemos entrar sem visto em 130 países, incluindo o nosso espaço Schengen e sitíos simpáticos como Singapura ou Hong Kong. Podemos passar a residir o tempo que quisermos na nossa nova pátria (eventualmente na nova casa de campo) e o Governo nunca mais vai conseguir fazer o TGV. Pronto.
Por outro lado... E se eu passar a acreditar que o dinheiro até é bem usado por cá? Por enquanto tenho dúvidas. Mas também ainda me faltam uns anitos para me decidir. Tantos quantos terão de passar até ter dinheiro para a minha nova villa no Caribe...

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Andreas Englund

Na segunda-feira jantava eu em Oslo (no "melhor sushi a Oeste de Tokyo"' segundo o meu convidado) quando me deparei com este super-herói improvável. O artista descobriu um filão e dedica-se a capturar o mesmo super herói em vários momentos destrambelhados e improváveis. Parece que faz bom dinheiro a vender cópias, em grandes formatos. Para além da versão idosa que posa aqui no Asteróide o restaurante apresentava pelas paredes outros momentos espantosos do anjo caído. Fiquei a saber que mesmo quando era mais novo não conseguia abrir boiões de doce, que tinha pânico do dentista e era incontinente. Pelo menos é o que parece ao vê-lo num dos quadros a urinar lá do alto para cima dos arranha céus da cidade que provavelmente esperaria proteção em vez de um duche... Enfim, chega até a engasgar-se numa Última Ceia moderna, ao ponto do cozinheiro se preparar para lhe pespegar uma paulada nas costas para soltar a feijoca.

O velho super-herói acabou por chegar ao Asteróide como simbolo destas duas últimas semanas: muito voo faz-nos velhos mais depressa. Depois de Londres, Bolton, Aberdeen e Amsterdão na semana passada e de Oslo e Londres de novo esta semana (com um fim de semana em casa pelo meio), escrevo-vos agora de Toulouse. Já nem capa resta ao Ateróide...

segunda-feira, 16 de abril de 2012

On the air again...

Depois de fim de semana em casa... De novo prestes a voar. Desta vez para Oslo. Brrr... Até já.

sábado, 14 de abril de 2012

Cores de Primavera é na Holanda




Há momentos em que ao Asteróide fica melhor ficar calado e deixar as fotos fazer o discurso. É o caso hoje, para partilhar o que parecia ser o mais prosaico dos momentos:aterragem em Schipol, na Holanda. Prosaico porque me acontece muito aterrar em aeroportos. O que não acontece com tanta frequência é ficar fascinado com o que se vê pela janela. Ficam para a posteridade os campos coloridos da Holanda na Primavera, entre canais e sem mais discurso. Para além de uma pergunta: serão túlipas?

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Telhados de Aberdeen

É quase milagroso este sol matinal aqui na Escócia. Pela amostra de ontem esperava hoje mais do mesmo: frio, vento e chuva. Pelo menos o sol voltou, acho que o frio de rachar se mantém aqui por esta estranha Primavera nas margens do Mar do Norte.
E, tal como o sol, voltaram as fotos ao Asteróide. Os telhados e as gaivotas de Aberdeen inauguram a Nova Canon ixus 500HS, a reencarnação da velhinha (e falecida) Canon ixus 850. longa vida aos novos olhos do Asteróide! Até breve, por aí.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Doce casa

Évora, muitos anos atrás, soaria como um remoto passeioa um sítio exótico. Hoje, para quem regressa da Coreia depois de um 'saltinho' às Ásias para atender uma reunião de duas horas e voltar, é casa. Doce casa. Magnífica Praça do Giraldo, maravilhoso sol, opípara comida. Hmmm...

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Paz à sua alma...

Agora é que foi. A minha amiga, inestimável companhia de órbitas. Já antes a sua morte fora anunciada, para afinal e contra todas as evidências acabar ressuscitada por um misterioso faz-tudo no Vietname. Foi preciso chegar ao ano da graça de 2012 e ao aeroporto de Seoul na Coreia do Sul para a minha fiel Canon me deixar de vez.
Acabava de deixar o A340 que me traz de Busan a caminho de Munique, nesta inesperada escala de uma hora sem Seoul. A última foto foi, muito apropriadamente, na placa do aeroporto, apontada à torre de controle, segundos antes de aportar à manga. Metida apressadamente no bolso, ela e as suas cicatrizes, peladas, arranhões, acabou por me gritar que chegara o fim. Quando a tirei do bolso já não reagiu ao último aperto... Nada. Tira bateria, põe bateria, acende-se uma luz vermelha intensa num sítio que nem sabia que tinha lâmpada. Nada.
Fica aqui orgulhosamente a sua última pose. E o epitáfio.
"Canon de todas os sítios do mundo. Nasceu em 2006 em Singapura, na Sim Lim Square (local que está para as cameras electrónicas como a Maternidade Alfredo da Costa está para os Portugueses...). Faleceu no aeroporto de Incheon, Seoul, na Coreia do Sul. A 23 de Fevereiro de 2012, perto da porta 122 onde posa pela última vez. RIP"

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Recebido com um Kiss em Pusan, Busan, ou lá como se chama este sítio...

Esta vista do meu quarto no Novotel Ambassador em Pusan (também conhecida por Busan...) pode não dizer tudo, visto que se consegue ver uma improvável linha de praia, aqui escondida na ponta leste desta (grande) cidade. Até parece que o sítio é minimamemnte decente.
Pois não é. É uma das cidades mais feias que já vi, aquela que entrevi através das janelas sujas do autocarro que me transferiu do aeroporto para cá. Um Cercal a multiplicar pela Amadora, subtraindo Polis e dinheiros da CEE, tudo isto multiplicado por mil. Uma mistura desordenada de casitas malfeiosas de outros tempos e grandes torres cinzentas de apartamentos. Aqui perto uma 'city' toda modernaça não chega para apagar a má imagem, apesar dos vidros brilhantes dos arranha céus e das lojas posh cá em baixo. Até o Novotel não consegue melhor que me presentear com quartos sem wifi (pelo menos ligo o laptop com um cabo...) e a precisar de renovação. Agora estou perto do lounge do hotel, num restaurante onde depenico um arroz frito à indonésia para matar saudades de outro tempo. Aqui sempre há wifi e posso mandar este post pelo iPad. E sabem que mais? Está frio para cacete aqui, esta gente nem sabe aquecer o hotel!
Positivo, contudo, foi ser recebido por um Kiss. Refiro-me claro ao vanguardista sistema de controle de entradas ao passar pela imigração no aeroporto. K-i-s-s significa Korean Immigration Smart System, tem direito a rótulo com logo e tudo ali no guichet onde a menina de serviço me fez colocar os indicadores na digitalizadora de impressões digitais e olhar para a câmera para o fotomaton da praxe. Nessa altura já eu pensava 'mas qual é o raio da smart, perdão, esperteza nisto tudo?!'. Foi então que vi o que diziam as letras no pequeno ecrã digital por cima da câmera: 'Por favor olhe para a câmera'. Assim mesmo, em bom português! Hé léca!

Um oásis de delicadeza: a terra do Sol Nascente

É uma pena só passar por estas paragens de raspão. Mas quer há dois anos passando por Tókio quando voei de Singapura para Houston, quer agora em Osaka, a minha passagem é tão fugaz quanto a necessidade de sair de um avião e apanhar o próximo. Hoje apanham-me aqui acabado de aterrar vindo de Frankfurt, onde uma greve dos alemães não me fez mossa (que raio, greve dos teutões!?), esperando para embarcar para Pusan (aka Busan...) na Coreia do Sul, meu destino final esta semana. Sobrevoei toda a Russia e posso dizer-vos (se não sabiam já) que é MUITO grande. Depois passei por um pedaço de China, raspei pela Coreia e aterrei em Osaka, depois de umas belas vistas das costas japonesas e de pelo menos uma megalópolis. O aeroporto, que podem ver na foto do Google Maps que colei neste post, está onde eu estou, ou seja, onde o iPad diz que estou: uma bolinha azul no canto inferior esquerdo. É daqueles aeroportos engraçados para quem gosta de aterragens fixes, todo ele no meio do mar.
Mas deixem-me voltar à intenção inicial: falar-vos do oásis. As minhas duas meteóricas passagens pelo Japão foram experiências que nada têm a ver com o stress habitual de qualquer outro aeroporto (bem, Changi em Singapura também não é mau...). Ao desembarcar segui a carneirada, sem necessidade de hesitações porque o caminho era só um e incluia um passeio de monorail. Ao chegar ao edifício principal, em vez de sair para a imigração aponto para as transferências internacionais. Ali estava eu, só eu, a máquina de raios X, três funcionários e todo o tempo do mundo. Uma moça e um moço de serviço revezaram-se para me ajudar a colocar tudo nos tabuleiros, e depois a voltar a pôr tudo no sítio, enquanto o colega olhava para o ecran, sorrindo também. Uma paz... Depois foi seguir as setas, fazer escala para um xixi num sítio imaculado, tomar a minha bica num Starbucks e apanhar o monorail de volta à zona da minha porta. Sempre, sempre, servido por sorrisos algo tímidos e uma calma total. Nada da selvajaria de Heathrow, das corridas intermináveis de Frankfurt, do alheamento gringo em qualquer aeroporto (e para lá dos aeroportos...),da rudeza chinesa, da confusão sul-americana. Só paz. Simplicidade. Tempo. Espero poder um dia ficar mais um bocadinho. Agora tenho de ir, o voo 732 da Korean Air espera-me.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Escatologicamente chez Monaco

Numa breve pausa entre o fim de uma reunião e o marchar de volta ao aeroporto de Nice, tive tempo para comprar uma água no Mc Donalds perto do Jardin Animalier du Monaco e alcandorar-me num jardinzinho sem nome ali mesmo ao lado. Desse local sobre a Avenue Albert II sentimo-nos de certo modo especiais sob o olhar do palácio dos príncipes aqui do burgo, ali no alto de um promontório, do outro lado da enseada pejada de iates ancorados no Quay Jean-Charles Rey. A água soube bem, o sol brilhava e com um bocado de sorte uma princesa qualquer importante estaria à janela a olhar para aquele desconhecido a tirar fotos como um japonês.
Foi então que vi o pombo. Já percebi que vocês ainda não viram o pombo porque ficaram de boca aberta a ver um gajo nu de cócoras a fazer algo que não devia num jardim público, ainda para mais no Mónaco e a olhar para o Palácio do Principado. Mas por favor olhem uma segunda vez e verão um pombo, solidário, também a fazer força. Pousado em cima da cabeça do badalhoco e a olhar para o fotógrafo...
Perguntarão então: mas qual é o raio da mensagem que este post pretende passar? Uma pergunta muito interessante para a qual não tenho resposta. Os posts do Asteróide saltam para a net sem desculpa ou intenção, provocados por um evento ou uma simples imagem mais estranha. Depois logo se arranja qualquer coisa para escrever... No entanto deixem-me partilhar um título alternativo para este post: Coprologia A La Monaco. O português é muito traiçoeiro e portanto quero estar seguro que vocês percebam que este post trata de fezes, e não do fim do mundo... Se agora ainda percebem menos vão à Wikipedia ou ao Google e procurem por 'coprologia' e por 'escatologia'...

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Mestres da oportunidade

Lá no sítio onde o Asteróide repousa das suas órbitas (digo 'lá' porque estou no aeroporto de novo prestes a embarcar...) o fim de semana passou-se gelado. Mas ao pôr o nariz de fora, para espreitar a vinha onde o meu amigo e vizinho Mr. Z. arava, deparei com este espectaculo. Ao ouvir o tractor as garças acorrem em grande número: almoço! Elas sabem bem que a terra revolvida vai expor milhares de saborosos organismos da terra, minhocas, insectos e até umas rãs fugidias. Faço votos, no meio de tanta crise, que tal como as garças possamos ver no arado uma oportunidade...

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

A Estrela Solitária

Hoje o dia esteve cinzento e chuvoso em Houston. Chuvinha muito bem vinda por estas paragens, pois a seca tem imperado nos últimos meses. Mas não deixa de ser uma chatice: como em qualquer outra cidade do mundo, chuva significa empandeirar o trânsito por todo o lado... E "todo o lado" por aqui significa centenas de quilómetros de cimento pendurados uns por cima dos outros com longas filas de carros, lado a lado aos cinco ou seis. Enfim, lá cheguei a tempo a todos os ítios que queria, menos mal.

Esta observação metereológica não tem nada a ver com o que queria partilhar hoje, apemas se atravessou neste post porque a foto que escolhi hoje para ilustrar a prosa é cinzenta e melancólica. Como sempre nestas fotos que de repente me entram pelos olhos antes de serem fotos, fazendo-me disparar antes de pensar, a foto é abaixo de má. Mas depois de recortada sempre ficou ajustada ao que vos queria dizer: o Texas é único...

O Texas (dizem-me os cowboys aqui do sítio, que não são inteiramente de confiar...) é o único estado dos EUA cuja bandeira é colocada orgulhosamente à mesma altura da bandeira da nação america, a famosa "star & stripes". E com o mesmo tamanho, o que aqui significa um lençol do tamanho de um estádio de futebol. Significativo... Isto e o facto de as matrículas se gabarem da bandeira que têm: todas dizem "Texas -The Lone Star"' aludindo à única estrela do estandarte, em fundo azul ao lado de duas faixas, branca e vermelha. Querem os texanos com isto dizer que não são apenas mais um estado. São o Texas, uma nação por si mesma, uma estrela que nem precisava de se juntar ao maralhal e que apenas o faz por especial favor. E quiçá condicionalmente...

Eu cá acho bem. Como quiserem. De uma maneira ou outra amanhã piro-me e se tudo correr bem na quinta-feira de manhã já estou regalado, abraçado a uma esfera armilar...